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Yearly Archives - 2020

FECOMÉRCIO-RS DEFENDE PL QUE PREVÊ APOIO AO SETOR DO TURISMO MAS PEDE ALTERAÇÕES NA PROPOSTA

A Fecomércio-RS manifesta posicionamento favorável ao Projeto de Lei 3067/2020. O PL cria o Programa de Apoio Emergencial ao Setor do Turismo nos Municípios, executado pelo Ministério do Turismo (MTur) que poderá repassar, a título de doação, até R$ 2,5 bilhões ao programa por meio de créditos extraordinários. Além de municípios, poderão ser beneficiadas pessoas físicas e jurídicas associadas ao setor.

“A medida é positiva e muito necessária ao segmento de turismo, que está entre os setores mais afetados pela pandemia. Desde março tivemos uma elevada destruição de postos de trabalho no setor. A disponibilidade destes recursos será fundamental à sobrevivência de muitos estabelecimentos e consequente manutenção de empregos”, defende o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Embora positiva, a Federação acredita que a medida pode ser aperfeiçoada. Há no projeto dispositivo determinando que as empresas que poderão acessar este recurso deverão manter o mesmo nível de emprego de data anterior à pandemia. “Tal exigência não é razoável, considerando que a crise ocasionada pela Covid-19 já levou grande parte dessas empresas a promoverem ajustes, com cortes de gastos, inclusive de pessoal. Esses ajustes foram fundamentais para que continuassem funcionando”, pondera o presidente.

Além disso, a exigência desse nível de emprego desconsidera as características da atividade turística, que apresenta elevada sazonalidade. Um dos períodos de melhor desempenho do setor ocorre justamente no início do ano, por conta das férias da maioria dos trabalhadores e estudantes. “Estabelecer essa exigência, tornaria esse benefício inacessível para a maior parte das empresas. Entendemos que os efeitos da pandemia devem se estender ainda por diversos meses, piorando significativamente a situação das empresas ligadas ao ramo de turismo. Por isso, consideramos importante a aprovação do projeto e a retirada do dispositivo mencionado”, destaca Bohn.

Perspectiva de acomodação no varejo

No RS, setor avançou 6,5% em relação a outubro do ano passado

Na série dessazonalizada, o varejo restrito no Rio Grande do Sul, formado por oito segmentos (*) teve uma variação de 0,7%. Já em relação a outubro do ano passado, avançou 6,5%. Com estes resultados, o acumulado em 12 meses foi de queda de -0,9%. Em setembro, esse acumulado foi de -1,6%, segundo dados do IBGE interpretados pela assessoria econômica da Fecomércio-RS. No Varejo Ampliado (**), foi verificada alta de 1,5% ante o mês anterior. Em relação a outubro de 2019, a alta foi de 2,2%, vindo de um aumento de 4,2% no mês anterior. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado em 12 meses uma queda de 4,0% no Rio Grande do Sul.

Analisando o Varejo Restrito gaúcho em comparação com o mesmo mês do ano anterior, dos oito segmentos contemplados na pesquisa, quatro tiveram resultado positivo: Móveis e eletrodomésticos (12,3%), Hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,0%) e Artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (12,3%). Das quatro atividades que tiveram retração frente a outubro do ano passado, destaque para Tecidos, vestuário e calçados, que, embora tenha registrado uma queda menor que a verificada em setembro, teve contração de 7,1% em outubro; Combustíveis e lubrificantes (-2,2%) e Equipamento e materiais para escritório (-33,6%) também tiveram perdas. No Varejo Ampliado, a atividade de veículos, motos, partes e peças intensificou as perdas de -10,7% para de -18,2%, enquanto no segmento de materiais de construção houve aumento de 18,0%, sexta alta seguida.

Os dados da PMC seguem mostrando a recuperação do varejo com mais uma alta na margem e na comparação anual tanto para o Brasil quanto para o RS. Os dados por setor na comparação mensal para o Brasil mostram, com única exceção de móveis e eletrodomésticos, variação positiva difundida nos setores, em linha com o avanço da retomada gradual do movimento com o avançar das flexibilizações. Nos dados acumulados do ano, porém, fica evidente a desigualdade da retomada no varejo, que é ainda mais evidente no caso gaúcho: enquanto hipermercados e supermercados acumulam alta de 7,7% e materiais de construção de 6,3%, vestuário acumula contração de 33,2%, veículos e peças automotivas -23,5% e combustíveis de -6,5%.

Para os próximos meses, porém, além do difícil quadro do mercado de trabalho combinado com as incertezas que permeiam os efeitos do fim dos programas de suporte a renda e ao crédito do governo, ou seja, quando a economia terá de caminhar por suas condições reais, soma-se as consequências do novo avanço da pandemia sobre as famílias e sobre os próprios negócios – ameaçados de terem de funcionar sob restrições na época do ano mais importante para o varejo que, nesse ano atípico, representa a oportunidade dos setores mais afetados diminuírem seus prejuízos.

* Varejo Restrito
1. Combustíveis e lubrificantes
2. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo
3. Tecidos, vestuário e calçados
4. Móveis e eletrodomésticos
5. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos
6. Livros, jornais, revistas e papelaria
7. Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação
8. Outros artigos de uso pessoal e doméstico

**Varejo Ampliado
1. Combustíveis e lubrificantes
2. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo
3. Tecidos, vestuário e calçados
4. Móveis e eletrodomésticos
5. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos
6. Livros, jornais, revistas e papelaria
7. Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação
8. Outros artigos de uso pessoal e doméstico
9. Veículos, motocicletas, partes e peças
10. Material de construção

PL 246 / 2020 – Sindilojas quer redução das alíquotas, dos gastos públicos e o fim da DIFA

Estas e outras reivindicações formalizadas em documento enviado pela entidade a todos deputados estaduais, tenta impedir que o Projeto de Lei seja aprovado

 

“A atual carga tributária gaúcha é um fardo às empresas e aos cidadãos. É inaceitável a continuidade das atuais alíquotas. O prejuízo à economia do Rio Grande do Sul, ainda mais num ano de crise sem precedentes, será irreversível se medidas não forem tomadas. É urgente reduzir as alíquotas e os gastos públicos, além de dar fim a DIFA”, defende o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio, que assina um documento enviado a todos os deputados estaduais, chamando a atenção dos parlamentares para evitar a aprovação do Projeto de Lei 246/2020 enviado pelo Governo do Estado.

 

Entre 2010 e 2017, a carga total de tributos estaduais representou 8,7% do PIB gaúcho, percentual significativamente superior ao de outros estados da Região Sul como Paraná com 7,8% e Santa Catarina com 7,9%, além de São Paulo com 7,5%. Com a elevação das alíquotas de ICMS, prevista para os próximos anos, o impacto será drástico no planejamento das empresas que já se encontram em sérias dificuldades de sobrevivência.

 

Ao mesmo tempo, o Sindilojas reconhece pontos favoráveis no PL como o Código e o Conselho de Boas Práticas Tributárias, o Programa de Estímulo à Conformidade Tributária (“Nos Conformes RS”), a redução da alíquota intracadeia (interna) de ICMS e consequente fim da cobrança de diferencial de alíquota (Difal) em aquisições de mercadorias provenientes de outros estados por parte de empresas gaúchas. No entanto, e entidade entende que tudo isso é insuficiente para suplantar os prejuízos à economia do Rio Grande do Sul.

 

No documento, o Sindilojas também relaciona medidas sugeridas para a diminuição dos gastos públicos como a privatização da CEEE, que irá regularizar o pagamento de ICMS que vem sofrendo inadimplemento recentemente (no balanço da estatal, ao fim de 2019, a dívida de ICMS da empresa se aproximava de R$ 3 bilhões, com fluxos anuais próximos a R$ 1 bilhão) e o fim da contrapartida do setor público ao plano de saúde de servidores (cerca de R$ 600 milhões anuais). A Reforma da Previdência de servidores militares com impacto estimado em cerca de R$ 300 milhões anuais, uma Emenda constitucional para limitar o repasse de recursos aos Poderes à receita efetiva e a revisão da aplicação do teto salarial constitucional do setor público também fazem parte das reivindicações, assim como a digitalização de serviços públicos, de modo a reduzir a taxa de reposição de servidores.

 

Outro ponto destacado pelo Sindilojas é a necessidade de apoio a PEC Emergencial 186/2019 que dispõe de medidas permanentes e emergenciais de controle do crescimento das despesas obrigatórias e de reequilíbrio fiscal. Caso aprovada, permitirá ao Rio Grande do Sul e demais estados corte nos salários e na carga horária de servidores públicos, bem como a suspensão de progressão para os servidores. A manutenção integral do Simples Gaúcho também é defendida pelo Sindicato.

PRORROGAÇÃO DE ALÍQUOTA DE ICMS POR MAIS QUATRO ANOS PREJUDICA RETOMADA ECONÔMICA NO RIO GRANDE DO SUL, ALERTA A FECOMÉRCIO-RS

Entidade avalia que é possível reduzir déficit público sem manutenção de impostos elevados

Em um momento em que o comércio e os consumidores tentam se recuperar das perdas de um ano completamente atípico, o projeto que prevê a prorrogação das alíquotas majoradas de ICMS, encaminhado pelo Executivo Estadual à Assembleia Legislativa, vai na contramão dos esforços necessários para a retomada da solvência e liquidez das empresas, criação de empregos e recuperação da renda e do poder de consumo. A proposta de manutenção, até 2024, das alíquotas de ICMS em 30% sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, e a permanência da alíquota básica em 18% ao longo do próximo ano, transferem à iniciativa privada o fardo de equilibrar as contas públicas, objetivo que poderia ser alcançado pelo Governo do Estado através da diminuição da máquina estatal.

O fim das alíquotas majoradas em dezembro deste ano foi um compromisso assumido pelo governador Eduardo Leite. Ao propor mais quatro anos de prorrogação, a medida, adotada em caráter temporário na gestão anterior, poderia chegar a quase uma década de vigência, apesar da existência de alternativas para sanar o suposto déficit que seria criado pelo retorno às faixas normais: “Reconhecemos que já houve um esforço com o corte de secretarias e reforma da carreira do funcionalismo, mas ainda há muito a ser feito para diminuir os gastos do Estado e gerar receita, como privatizações, aprofundamento da reforma da previdência, redução de subsídios a servidores e aplicação da regra do teto salarial”, diz o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A Fecomércio-RS alerta ainda para projeto que prevê a revisão do Simples Gaúcho, que traria impactos a empresas que deixariam de se enquadrar na categoria. Entre as propostas que a entidade apoia, estão a extinção do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal/ICMS) e a Redução da Alíquota Efetiva para Compras Internas.

MENOS GAÚCHOS PRETENDEM VIAJAR NESTE VERANEIO, APONTA PESQUISA DA FECOMÉRCIO-RS

Entidade ouviu 385 pessoas e buscou levantar o comportamento dos indivíduos no verão 2020/21 em relação às viagens nesse período

Viagens estão nos planos de férias de menos gaúchos neste veraneio, aponta pesquisa realizada pela Fecomércio-RS. A pesquisa foi realizada de 13 a 22 de outubro de 2020 nas cidades de Caxias do Sul, Ijuí, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria. Das 385 pessoas ouvidas durante o levantamento, 36,1% disseram que pretendem viajar durante o verão. No estudo do ano passado, cerca de metade dos participantes (52%) havia manifestado esta intenção. Dentre as pessoas que vão sair das suas cidades em férias nesse verão, os destinos mais procurados serão outros estados (46%) e as praias do litoral gaúcho (43,9%).

Entre as praias gaúchas, Torres foi a mais citada (27%), seguida por Capão da Canoa (22,2%) e Cidreira (12,7%). Cerca de 27% dos entrevistados vai passar uma temporada no seu destino. Para 45,9% dessas pessoas, as férias terão duração de 11 a 20 dias. Quanto ao método de hospedagem, 45,3% escolherão casa própria, de parentes ou amigos, enquanto 28,1% ficarão em hotel ou pousada e 26,6% alugarão casa ou apartamento.

O orçamento para o período ficará em até R$ 1.000,00 para 37,4% dos entrevistados, enquanto outros 33,8% desembolsarão entre R$ 1.000,01 e R$ 3.000,00. Quando perguntados sobre a comparação com o ano passado, 36,4% gastarão menos ou muito menos, 34,1% devem manter a mesma faixa e 29,5% pretendem gastar mais ou muito mais com o período de lazer. Confira a pesquisa na íntegra aqui.

FECOMÉRCIO-RS LANÇA CAMPANHA PARA UNIÃO DE TODOS CONTRA O CORONOVÍRUS

Divulgação Fecomércio-RS

Entidade defende que o somatório de forças poderá vencer o coronavírus e manter o comércio funcionando

Unidos contra o coronavírus. Esse é o mote da campanha que a Fecomércio-RS lançou na sexta-feira passada, dia 4 de dezembro. O objetivo da ação é conscientizar a população, Governo e entidades sobre a importância da união de todos para evitar mais restrições no funcionamento do comércio. “Nesse momento em que aumentam o número de casos de Covid-19 no Estado, e já temos muitas restrições no funcionamento do comércio, acreditamos que só com a união de todos poderemos vencer o vírus e manter as empresas funcionando sem prejudicar ainda mais esse segmento que já teve tantas perdas. É importante que cada um faça a sua parte, pois todos somos responsáveis por vencer essa batalha”, defende o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A campanha será veiculada em várias mídias e apresentará mensagens que destacam os cuidados necessários para impedir que o vírus se espalhe, como o uso de máscaras, a higienização das mãos, evitar aglomerações, entre outras medidas. “A economia gaúcha já sofreu demais com a pandemia. É o momento de todos agirem com responsabilidade para evitarmos o agravamento da situação. O comércio local precisa da atenção de todos para seguir aberto, preservando assim o emprego e a renda de muitos trabalhadores ”, alerta Bohn.

A Fecomércio-RS atuou fortemente ao lado dos empresários gaúchos a fim de minimizar os impactos causados pela Covid-19 em um dos setores mais impactados neste ano, o terciário. Entre as diversas ações desenvolvidas, propôs um protocolo de saúde para que as empresas pudessem abrir com segurança e conquistou o direito de as atividades comerciais operarem com tele-entrega e take away no início da pandemia. Defendeu a negociação do ECAD, a suspensão do ISS e ICMS e, posteriormente, a abertura dos negócios em bandeira vermelha, além de apoiar o projeto de liberação de recursos e flexibilização de garantias para crédito emergencial (PRONAMPE). Ainda liderou os debates sobre o piso regional, trabalhou pelo envio e pela aprovação das medidas provisórias de flexibilização trabalhista e conseguiu negociar as datas das negociações coletivas, entre outras ações.

Para o presidente, é essencial que, agora com o aumento do número de casos, todos ajam com responsabilidade, fazendo cada uma sua parte. “Somente com a união venceremos o vírus. A sociedade precisa assumir o compromisso de manter a Covid-19 afastada”, defende Bohn.

Alerta ao Varejo

O comércio varejista de Bento Gonçalves pode trabalhar aos domingos. Isso porque não existe Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo em vigor. Além disso, a cidade possui uma Lei Municipal que permite o trabalho neste dia da semana, assim como a Lei Federal 10.101/2000. Da mesma forma, a Justiça do RS entende que a proibição do comércio em domingos por Lei Municipal é inconstitucional, implicando em hostilidade ao valor social do trabalho, do desenvolvimento, da livre iniciativa, da expansão econômica e da melhoria da qualidade de vida da cidade.

 

O que a empresa precisa cumprir é o repouso semanal remunerado dos empregados que trabalharem aos domingos, além da folga pelo menos um domingo no período máximo de quatro semanas, além de seguir as normas da CLT. Considerar interesses de uma empresa somente, no caso de um Acordo Coletivo, por exemplo, é afetar toda a coletividade, além de gerar um custo desnecessário para esta empresa.

 

Entendemos, ainda, que as empresas não são obrigadas a pagar compulsoriamente quaisquer espécies de bônus, salvo se for de forma espontânea, negociada entre empresa e empregado.

BANDEIRA VERMELHA Comércio seguirá aberto

Flexibilização das medidas emergenciais pelo Governo do Estado é vista pelo Sindilojas como reconhecimento de injustiça cometida ao setor no início da pandemia

 

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A Serra Gaúcha está na Bandeira Vermelha. Não era o que o comércio varejista de Bento Gonçalves queria ouvir, ainda mais na principal época de vendas do ano. Mesmo assim, o Sindilojas Regional Bento entende que ao menos com a flexibilização dos protocolos, não haverá mais um lockdown. O Governador do Estado do RS, Eduardo Leite, anunciou a suspensão temporário da cogestão, mas flexibiliza medidas emergenciais pedindo maior responsabilidade da população.

“O Governo do Estado corrigiu uma injustiça. Sim, porque o comércio não é responsável pelas contaminações. Abrir, mesmo que com limitações é melhor do que voltar a fechar. Mas, lamentamos que o comércio não essencial tenha que reduzir seu atendimento justamente no melhor mês de vendas do ano. Certamente, os prejuízos serão irreversíveis”, destaca o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio.

O novo protocolo define que o comércio varejista não essencial de rua e de shopping atue com 50% de seus trabalhadores com atendimento presencial restrito até às 20h, além de 50% da capacidade para clientes. Fica permitido o comércio eletrônico, tele entrega e drive thru. Para itens essenciais o percentual de funcionários fica em 50%. Este protocolo é aplicado para todo o Estado não tendo mais a influência do município. Entretanto, ainda podem ocorrer mudanças.

A intenção do Governo do Estado é manter este protocolo por duas semanas, a fim de que se possa chegar ao Natal com menos restrições. Entretanto, isso vai depender muito da conscientização das pessoas, fator que o próprio Governador pontuou como determinante uma vez que já são oito meses de pandemia. Segundo ele, as pessoas estão cansadas das restrições, os dias estão mais longos, o final do ano está chegando, o período é de encontros, está mais calor e existe a perspectiva da vacina. Tudo isso leva as pessoas a relaxarem. Cabe destacar, que a vacina será disponibilizada, inicialmente, aos grupos de risco e profissionais expostos ao contágio.

Amadio reforça o que o Sindilojas vem pedindo desde março, para que lojistas, comerciários e consumidores sigam os protocolos de segurança, tenham auto cuidado, usem máscara, higienizem as mãos, façam distanciamento físico e tenham responsabilidade. “Cada um precisa fazer a sua parte. É uma luta de todos. É bom lembrar que a fiscalização será reforçada e que o não uso da máscara, por exemplo, pode trazer transtornos tanto para lojistas quanto para consumidores com a aplicação de multas e penalidades”, ressalta.

E-Book traz dicas para se relacionar pelo WhatsApp

Este é o sexto livro digital lançado pelo Sindilojas Regional Bento para associados

 

Com a pandemia do Coronavírus, as empresas, especialmente as do varejo, intensificaram o uso do WhatsApp no negócio. Entretanto, nem sempre a adoção desta ferramenta é ordenada, podendo jogar contra o empresário. Neste sentido, o Sindilojas Regional Bento acaba de lançar o e-Book ‘Dicas #SOUSINDI para se relacionar melhor no WhatsApp’. O material reúne 25 conselhos selecionados para ajudar no relacionamento com clientes ativos e em potencial.

 

O livro digital, com 31 páginas, é simples, didático e objetivo, com fácil interpretação. O conteúdo foi pensado para ser útil a diversos segmentos como vestuário, calçados, materiais de construção, supermercados, farmácias, brinquedos, eletrodomésticos, restaurantes, floriculturas, presentes, entre outros. Disponibilizado de forma gratuita às empresas associadas, assim como os outros cinco criados durante a pandemia, o e-Book fortalece a necessidade de adotar estratégias para o uso da ferramenta. A interação é fundamental para o sucesso da relação. Afinal, o conteúdo mão pode satisfazer apenas uma das partes.

 

O presidente da entidade, Daniel Amadio, explica que foi preciso se reinventar, buscando soluções mais práticas e de rápido entendimento e aplicação, para ajudar as empresas a enfrentar o momento vivido. “O varejo precisa se adaptar com maior agilidade aos novos hábitos do consumidor. Desenvolver estes conteúdos parece uma ação simples, mas que exerce grande transformação em cada negócio”, destaca.

 

O e-Book já foi enviado a todos os associados, assim como os demais que seguem à disposição das empresas no site www.sindilojasbg.com.br, na seção Covid-19.

 

E-Books Sindilojas Regional Bento

Como vender mais pelo WhatsApp

Vendas pelo WhatsApp Business

Como Vender em Tempos de Covid-19

Como evitar crimes pelo WhatsApp

Como evitar fraudes pela Internet

Dicas #SOUSINDI para se relacionar melhor no Whatsapp

Dicas como se relacionar no WhatsAPP

O E-COMMERCE É PARA MINHA LOJA?

Divulgação Senac-RS

Raquel Fassini – Docente do Técnico em Administração no Senac Tech

O ano de 2020 veio para desconstruir muitas certezas e tabus, seja em relação a prioridades, modelos de trabalho ou de negócios. Assim como muitas empresas se viram em dificuldades por precisarem fechar seus estabelecimentos físicos, tantas outras cresceram ou iniciaram a partir de oportunidades originadas no contexto de distanciamento físico e virtualização.

Quando se fala de crescimento dos negócios em 2020, devemos falar de e-commerce. Isso porque o comércio eletrônico cresceu 47% só no primeiro semestre de 2020, o maior crescimento em 20 anos, conforme dados da Ebit|Nielsen. Com um crescimento tão expressivo, você, empresário, lojista ou mesmo um candidato a empreendedor, deve estar pensando que seu negócio deve surfar essa onda, não é mesmo?

Antes de buscar uma plataforma para criação de um site ou de ofertar seus produtos e serviços nas redes sociais é preciso estabelecer uma estratégia para sua presença digital. E isso envolve pensar:

Quem é o cliente que irei atender on-line? Isso significa que não basta ter um bom produto ou serviço, mas para quem você vai ofertar isso no mundo virtual. E pode ser um cliente bem diferente daquele que você já atende na sua loja física;

Quanto custa essa operação? Não somente para a sua empresa, afinal, os custos para o negócio podem ser bastante reduzidos com a operação via marketplaces, uma loja virtual em que vários lojistas podem se inscrever e vender seus produtos. Mas o custo também envolve pensar: quando esse produto custa para o cliente – afinal, a compra pode ser acrescida de frete e o próprio tempo de entrega pode acarretar custos adicionais para o cliente. Avalie se o seu produto tem um custo competitivo;

Estou conseguindo entregar mais conveniência? Todo consumidor busca na compra, uma solução para um problema ou necessidade. O papel da empresa é facilitar a vida do seu cliente, trazendo para ele mais conforto, comodidade e facilidades para realizar a compra. Isso é conveniência. Se você tem um e-commerce, o seu site deve ser de fácil entendimento, as opções de pagamento devem garantir segurança aos dados do cliente e a entrega precisa ser no tempo mais adequado possível;

Quais são as formas de comunicação com o meu cliente? Uma empresa que resolve atuar on-line, deve conseguir se comunicar de maneira ágil e assertiva com o seu cliente. A comunicação assertiva não significa uma comunicação “certa”, mas uma comunicação clara, direta e honesta. Só esteja presente nos canais que você consegue atender com assertividade.

Para tornar mais claro, vou trazer alguns exemplos: o primeiro, de como não fazer. Há algum tempo eu estava buscando um hotel para férias e encontrei em uma rede social uma pousada que me interessou bastante. Eles tinham a opção de enviar mensagens pela plataforma, então enviei uma pedindo informações sobre a disponibilidade de quartos e valores. Recebi como resposta “agradecemos seu contato, para informações sobre diárias entre em contato pelo e-mail tal”. Adivinhe o que aconteceu? Eu nunca enviei o e-mail. Por quê? Em primeiro lugar, a empresa estava transferindo para mim a responsabilidade, como se eles não estivessem interessados no potencial cliente. O negócio precisa pensar e agir fazendo o melhor pelo cliente. Em segundo lugar, se eu já havia feito contato utilizando um recurso de comunicação disponibilizado por eles é por aquele canal que eu quero receber a resposta. É esse canal que, para mim, é o mais conveniente.

Algumas pessoas acreditam que o e-commerce tira a capacidade de um atendimento humanizado, considerado por muitos o seu principal diferencial competitivo. Se enganam novamente. O fator humano pode ser demonstrado de diferentes formas. Um exemplo foi quando pedi um lanche por uma plataforma de entregas. Era próximo da Páscoa, você deve lembrar que foi o auge do isolamento social. Ao fazer o pedido pela plataforma, não há nenhum tipo de interação direta com a empresa vendedora: há um cardápio, escolhe-se o pedido, a forma de pagamento e pronto. Pois o pedido, ao chegar ainda contemplava um recado escrito à mão e chocolates de brinde, em uma embalagem decorada com o tema de Páscoa. Sabe quanto custa para a empresa escrever um recado a mão? Pois é, o custo dessa ação é muito baixo. Mas a satisfação do cliente e seu índice de recompra são altíssimos.

Existem diferentes formas de ingressar nas vendas on-line, por plataformas próprias, parceiras ou mesmo por redes sociais. O que determina o melhor recurso é o público que a empresa quer atingir e a estratégia que a empresa definiu baseada nos seus objetivos.

Portanto, se você ainda não tem clareza da sua estratégia, dedique um tempo para elaborar seu plano. Se nunca fez isso antes, sempre é tempo de começar. O primeiro passo é buscar informações. Após, defina seus objetivos. A partir daí, avalie quais recursos e ferramentas digitais são os mais adequados. Tenha metas claras e, por fim, lembre que todo planejamento é feito a lápis: acompanhe os resultados e, caso necessário, revise a sua estratégia. O importante é ter clareza do que se pretende. Quanto mais rápido começar, mais cedo vai revisar e chegar no caminho certo.