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Monthly Archives - janeiro 2021

Varejo vê na imunização a grande saída para 2021

Menor circulação de renda, redução da confiança do consumidor, o medo da contaminação, a taxa de desocupação em alta e as mudanças nas regras estão entre os grandes desafios do varejo para 2021

A pauta do varejo gaúcho segue sendo a Pandemia do Coronavírus. Na primeira reunião de 2021 da Comissão Setorial do Comércio Varejista da Fecomércio-RS, realizada on-line nesta quinta-feira, 14, o assunto não poderia ter sido diferente. A economista-chefe da Federação, Patrícia Palermo, assegurou que a Covid-19 é o que ainda vai reger a economia neste ano. Por isso, mais do que nunca, o setor entende que a vacinação é a única saída para a mudança do cenário.

Enquanto a vacina não vem, Patrícia explica que as alternativas são repactuar aluguéis, reestruturar estoques, reduzir custos financeiros e consolidar novos canais de venda, adotando de vez o mundo digital, seja via site, seja redes sociais ou pelo WhatsApp. O presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio, também vice-presidente da Federação, comunga do mesmo pensamento. Para ele, mesmo adotando todas as medidas cabíveis para o enfrentamento ao Coronavírus, as pessoas precisam ser imunizadas. “A vacina vai trazer segurança às pessoas e isso vai se refletir no comportamento em casa e no trabalho”, salientou.

Entre os grandes desafios para o varejo, a economista destacou a menor circulação de renda devido ao fim do auxílio emergencial e aos poucos recursos para os novos saques do FGTS. Patrícia também projeta que a confiança do consumidor estará reduzida, uma vez que as pessoas estão com medo da contaminação e a taxa de desocupação ainda está alta, apesar do aumento da ocupação. As diversas mudanças nas regras de abertura e fechamento dos negócios é outro item que também traz incertezas para os consumidores.

A reunião foi coordenada pelo vice-presidente da Fecomércio-RS, Gilmar Bazanella.

Pesquisa da Fecomércio-RS avalia como a crise do Coronavírus tem afetado varejistas de vestuário

A pesquisa aponta que apesar da flexibilização, vendas continuam abaixo de 2019 para a maioria dos entrevistados

Entre os dias 30 de novembro e 15 de dezembro de 2020, a Fecomércio-RS realizou a segunda rodada do ano da Sondagem de Segmentos – Varejo de Vestuário. No total, foram realizadas 385 entrevistas em todo o estado com estabelecimentos do Simples Nacional. Os artigos de vestuário, segundo a SEFAZ, tem sido as mercadorias que mais tem sofrido queda de vendas desde o início da pandemia.

Entre os entrevistados, 53,2% dos negócios tinham mais de 10 anos de existência e 62,3% tinham até cinco pessoas trabalhando. Os dados mostram que desde o início da pandemia, apenas 7% afirmaram apresentar aumento de faturamento no período na comparação com o ano passado, apesar de 88,3% terem aplicado medidas para evitar queda de vendas no período – estratégias essas adotadas em caráter permanente após a flexibilização das atividades. Entre os entrevistados, 28,3% continuam com colaboradores com jornada e salários reduzidos ou suspensos. Questionados sobre a retomada das vendas a partir de setembro, apenas 16,1% dos entrevistados afirmaram que as vendas já estão em nível igual ou superior ao mesmo período de 2019. Sobre as dificuldades de reposição de estoques, 43,9% afirmaram ter dificuldades pontuais com alguns fornecedores e alguns produtos, enquanto 16,6% afirmaram que têm dificuldades generalizadas.

“O varejo de vestuário acumulou perdas inimagináveis em 2020. Como os estoques são fortemente atrelados à estação, muitos se viram com estoques lotados ao mesmo tempo que enfrentavam a dificuldade de disponibilidade de produtos para oferecer a seus consumidores. Esperamos e estamos trabalhando para que uma situação como a que vimos em 2020 nunca mais se repita”, completou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

 

Fonte: Fecomércio – RS

2021 traz mudanças nas regras do ICMS

Alíquota geral cai meio ponto percentual, antecipação é dispensada e isenção é mantida para empresas enquadradas no Simples Nacional

O ano de 2021 começou com algumas mudanças na legislação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as empresas gaúchas. Desde o dia 1º de janeiro, a alíquota geral passou de 18% para 17,5%, conforme a Lei número 15.576/2020, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Também foi dispensada a cobrança de antecipação do ICMS, neste caso a partir do dia 1º de abril, devido a noventena constitucional que determina que a aplicação das alterações não podem ser imediatas, nas aquisições estaduais de mercadorias destinadas à comercialização ou industrialização, sempre que a diferença entre a alíquota interna e a interestadual seja igual ou inferior a 6%. Fica, então, mantido o diferencial de alíquota nas aquisições que vierem com taxa de 4% no caso de produtos importados. Já as empresas do Simples Nacional com alíquota interestadual de 12%, não terão mais o diferencial nas aquisições.

Quanto aos benefícios fiscais para as empresas do Simples Nacional fica mantida a isenção do ICMS para as que acumularam nos 12 meses anteriores ao período de apuração, faturamento bruto igual ou inferior a R$ 360 mil. As demais terão uma pequena elevação na alíquota mensal, na forma da Lei Complementar número 123/2006. Portanto, não será aplicável no Estado as reduções do ICMS a partir do exercício de 2021. O esclarecimento foi feito pelo Beltrami Contabilidade, escritório que atende o Sindilojas Regional Bento.

Para o presidente da entidade, Daniel Amadio, as mudanças ficaram distantes do desejado. “Não foi o que esperávamos dentro de uma redução da carga tributária estadual como um todo. Os principais itens de serviço não tiveram nenhuma alteração e a alíquota geral não teve a mudança que esperávamos, com um desconto maior. Para comemorar, o fim da DIFAL que beneficia micro e pequenas empresas optantes pelo simples. Ficou a promessa de uma revisão no próximo ano para avançar em nossos pleitos”.

Planejamento 2021: o cenário pós-pandemia. O que é já possível planejar para o próximo ano

O ano que terminou deixa desacomodada toda e qualquer certeza para o que chega. Sem saber o que aconteceria dali a uma semana, empresários tiveram que contar com a esperança, o otimismo e uns com os outros no difícil 2020. Entretanto, a dificuldade acelerou processos, propiciou o diálogo e o trabalho conjunto. Nunca se trabalhou tanto para atravessar uma das maiores crises econômicas e sociais já registradas no último século, especialmente em um país com desigualdades como Brasil.

Dentro do espectro preditivo, a retomada pede cautela, o Rio Grande do Sul sofre com um desempenho menor do que a média nacional, agravado pela estiagem. E, no mundo, o PIB (Produto Interno Bruto) de nove em cada 10 países fecha 2020 no negativo. Aos poucos, o emprego vem mostrando recuperação. Na previsão do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, a recuperação da economia gaúcha deverá ser gradual e lenta e, dependendo do cenário do agronegócio em 2021, o PIB gaúcho pode não recuperar o que perdeu em 2020. De acordo com Frank, a indústria deverá performar pouco, mas melhor do que 2020; a agropecuária deverá ser resiliente. Para 2021, a inflação deverá se acomodar, na meta de 3,75%, controlada com juros baixos. O câmbio deve fechar 2021 a R$ 5,10. O crescimento contratado do PIB será com uma alta de 2,3%, a depender dos avanços, como as reformas econômicas, diminuição da burocracia, melhoria do capital humano, além da continuidade da retomada econômica e do cenário internacional.

No Brasil, ao longo de 2020, o comércio conseguiu resultados melhores do que a indústria e o setor de serviços. Segundo Frank, o segmento contou com os programas de sustentação de renda do Governo Federal e algumas ações como o delivery, por exemplo, ajudaram. De acordo com dados da Cielo, drogarias e farmácias, supermercados e lojas de materiais de construção se beneficiaram com a realocação de gastos derivada do isolamento social. Por outro lado, os setores não essenciais, como vestuário, bares e restaurantes, sofreram uma queda muito grande. No mercado de trabalho, 11 milhões de pessoas estão sem ocupação no País e este impacto foi maior no Rio Grande do Sul.

Para 2021, a expectativa é de que seja um ano muito desafiador e difícil. O interior gaúcho deve permanecer em situação melhor do que a Região Metropolitana, mesmo com a seca e a perda de produtividade, devido ao valor das commodities que estão em alta. Por outro lado, a Região Metropolitana deverá sofrer com a descontinuidade da ajuda governamental e é possível que o segundo semestre seja mais preocupante.

Portanto, a recomendação para 2021 é a preservação do caixa com medidas como ‘não empatar o dinheiro em estoques’ e negociar contratos com fornecedores, especialmente os aluguéis, que tiveram o IGPM ajustado em 25%. A participação social também é extremamente bem-vinda, com ajuda mútua entre entidades e governos, a palavra é contribuir, de modo a dividir responsabilidades, pois saúde e economia devem andar juntas.

 

Fonte: CDL POA

Maior flexibilização para o varejo de Bento

Governo do Estado aprova Projeto de Cogestão dos municípios da Serra ampliando o número de funcionários e clientes

Mesmo estando em Bandeira Vermelha, Bento Gonçalves está com status de Bandeira Laranja para o varejo, ou seja, o setor passou a contar, desde às 00h desta terça-feira, 12 de janeiro, com uma maior flexibilização tanto no número de funcionários quanto no de clientes. Isso porque o Projeto de Cogestão apresentado pelos municípios da Serra Gaúcha ao Governo do Estado foi aprovado. Com isso, segmentos como itens essenciais, alimentos e automóveis passam a operar com 75% da equipe de trabalho com atendimento presencial restrito conforme as orientações do Sistema de Distanciamento Controlado para fins de prevenção e de enfrentamento à Covid-19.

Para o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio, este é mais um avanço que demonstra o alinhamento do Poder Público Municipal com a realidade de cada setor. “Nossa cidade tem demonstrado responsabilidade tanto na gestão pública quanto privada, tomando todos os cuidados devidos para combater essa pandemia. Nós, enquanto representantes e defensores dos interesses de nossos associados, vamos seguir atuando ativamente para que o setor possa exercer sua função, movimentando a economia, gerando empregos”, destaca.

A cogestão também permite aos municípios que integram a região aplicar o Lei na íntegra ou, se entenderem que a situação na sua cidade requer maiores cuidados, restringir com Decreto Municipal.

O Modelo de Cogestão vigente pode ser acessado clicando aqui: 08184551-cogesta-o-serra-decreto-040121-1

Percentual de famílias endividadas foi de 71,6% em dezembro

Percentual de pessoas com contas em atraso e sem condições de pagar suas dívidas em atraso caem em dezembro, entretanto o quadro pode mudar em 2021

A pesquisa realizada pela CNC, divulgada pela Fecomércio-RS em 8 de janeiro, que avalia as percepções de Endividamento e Inadimplência dos consumidores gaúchos (PEIC-RS) evidenciou os impactos da crise sobre as famílias do Rio Grande do Sul. O número de famílias endividadas foi de 71,6% na edição de dezembro, ao passo que em dezembro de 2019 esse valor foi de 66,2%. Contudo, ao observar a média em 12 meses e compará-la com o mesmo período do ano de 2019 evidencia-se uma queda, tendo o indicador ido de 67,2% aos atuais 65,2%. No último trimestre do ano, porém, a média aumentou para 71,5%. Esse movimento demonstra a queda abrupta do consumo das famílias desse ano, e aponta para uma maior pressão sobre o orçamento das famílias no fim do ano. Ainda, na análise por grupos de renda, na comparação interanual, as famílias com menos de 10 salários mínimos (SM) mensais inflaram o indicador de endividamento, tendo este ido dos 67,4% em dezembro de 2019 para 75,7% em dezembro de 2020. Esse movimento foi oposto ao das famílias com renda superior a 10 SM, em que o indicador foi de 61,3% para 54,6%.

A inadimplência é medida pelo indicador de contas em atraso. Este indicador era de 28,0% em dezembro de 2019 e encerrou  2020 em 26,4%. Ao observar a média em 12 meses, percebe-se o crescimento de contas em atraso, que passou de  22,2% em  2019 para 28,1% em 2020. Apesar do aumento, os últimos dados têm apresentado reduções e não é elevado em termos históricos. Em termos de renda, 30% das famílias de menor renda disseram ter contas em atraso em dezembro de 2020. Esse percentual foi de 13,9% para as famílias com mais de 10 SM de renda mensal.

O percentual de famílias que afirmam não possuir condições de pagar suas contas em atraso dentro dos próximos 30 dias foi de 9,6%, um dos menor percentuais da série histórica. Esse resultado refletiu a diminuição ao longo do ano no indicador para ambos os grupos de renda. Essa redução reflete uma certa organização das famílias em função da crise que implementou muitas restrições ao consumo. Entretanto, esse quadro pode mudar em 2021.  “Em um ano em que o consumo sofreu fortes reduções, o aumento do endividamento das famílias de renda mais baixa é sinal de alerta para uma possível piora da inadimplência em um ano em que não há, pelo menos por enquanto, medidas de sustentação a renda, como em 2020.” comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

 

Fonte: Fecomércio-RS

4 categorias para prestar atenção no e-commerce em 2021

Com a consolidação do e-commerce no pós-pandemia (crescemos 39% no 1º trimestre de 2020, de acordo com a Webshoppers), as lojas físicas devem apostar cada vez mais num modelo omnichannel que use o O2O (Offline to On-line) para otimizar seus estoques e aumentar sua lucratividade.

E isso será uma questão de sobrevivência no varejo daqui para frente. Porque a pandemia mudou o comportamento do consumidor que dificilmente voltará “ao normal”.

Antes, grande parte do dia era dedicado às atividades externas, como trabalho, academia, visitas aos amigos e idas ao supermercado. Na pandemia, as pessoas passaram a adaptar essas atividades para o modelo remoto e usaram a internet como canal viabilizador.

Uma pesquisa da Nielsen aponta que 13% da população comprou na internet pela primeira vez em 2020. Outro estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), indica que 70% da população pretende comprar mais em sites e aplicativos mesmo com retomada do comércio.

Nos EUA, a procura por equipamentos de ginástica, por exemplo, cresceu 500%, já a de eletroportáteis aumentou 800% e os kits para churrasco saltaram 200%, segundo a Gfk.

No Brasil não é diferente: o e-commerce se fortaleceu em 2020 e deve voltar a crescer entre 40% e 50% nos próximos meses, de acordo com o E-Commerce na Prática. Pensando nesse contexto, a Lexos reuniu categorias-tendências para investir em 2021

Novas categorias do e-commerce

A pandemia inverteu prioridades de venda. Vimos smartphones darem lugar às bananas, cosméticos darem lugar aos brinquedos, entre outras categorias que antes não tinham tanto destaque – pelo menos não nessa época e proporção.

Por isso, de agora em diante, vale a pena prestar atenção a algumas categorias de venda online como:

1. Supermercados on-line

O Brasil é um fenômeno em vendas online de supermercados desde 2012 – cerca de 46% dos brasileiros já compravam itens de mercearia e limpeza online. E essa tendência aumentou na pandemia quando vivemos o boom do delivery. Uma pesquisa nacional feita pela consultoria Ebit/Nielsen, entre os dias 19 e 25 de março, mostrou:

> Crescimento de 96% no “varejo de autosserviços” (que são os supermercados);

​> No mesmo período, todo o comércio digital subiu 13%;

> A participação dos mercados no setor foi de 4% para 7%.

Hoje, das 50 maiores redes de supermercados do país, apenas 18 possuem e-commerces em suas plataformas online. Algumas redes como o Grupo GPA (Pão de açúcar e Extra), Carrefour, Irmãos Mufatto, Savegnago e Sonda funcionam como marketplaces, por isso a dica é verificar qual deles faz sentido para suas vendas e fazer a integração para vender online em suas plataformas.

2. Brinquedos

A categoria Brinquedos e Jogos chegou a registrar aumento de 434,70%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abecomm), brinquedos e jogos, logo no início do isolamento – no período de 15 a 28 de março, comparada a quinzena anterior. A média de gasto por compra (ticket médio) ficou em R$ 179,26.

Muito por conta do fechamento das escolas e creches, os pais tiveram que se reinventar para distrair e entreter os filhos. Apesar da volta gradativa às aulas, possivelmente a categoria continuará bem forte.

Em indústrias como a Estrela, por exemplo, o crescimento das vendas pelo e-commerce passou dos 400%, cenário que se repete com relação aos dados da Bahia. Entre os itens vendidos pela marca estão o Super Banco Imobiliário, seguido pelo Jogo da Vida, Eu Sou?, Jogo da Mesada.

Marcas como RiHappy, Bmart e Le biscuit investem cada vez mais no online. A opção de compra online e retirada de produtos nas lojas da RiHappy cresceu bastante nos últimos 12 meses e já respondia por 40% das vendas do e-commerce.

Nos primeiros cinco dias de fechamento do comércio, a plataforma permitiu que 20 cidades contassem com entregas expressas de brinquedos. Um mês depois, já eram 60 lojas operando no ship from store e com vendas tanto pelo e-commerce quanto pelo WhatsApp.

Integrar os estoques da loja física com as vendas online (tanto no e-commerce próprio quanto no marketplace) será essencial para proporcionar essa experiência omnichannel esperada pelos clientes. Há ainda outras possibilidades interessantes como criar pacotes de assinatura para itens essenciais, como papel higiênico e produtos de limpeza e ainda oferecer o compre online e retire na loja.

3. Itens para home office

Daqui pra frente o home office deverá continuar firme e forte. Algumas empresas já adotaram o modelo de forma 100% integral, outras estão funcionando de forma híbrida (com escalas de trabalho presencial).

Essa mudança alterou também os benefícios oferecidos pelas empresas aos seus funcionários.

Um levantamento realizado pela fintech Vee com 8 mil profissionais de 110 companhias clientes detalha a mudança no uso do pacote de benefícios, como vale alimentação, refeição, cultura, saúde e mobilidade, na quarentena. Também aponta para um aumento, entre as empresas da amostra, da concessão de um auxílio home office, para custear custos com internet, por exemplo, dos funcionários que estão trabalhando em casa.

Antes da quarentena, a categoria de refeição representava 57,2% da movimentação com o cartão da Vee e atualmente constitui apenas 15,78%.

O uso com mobilidade também caiu, passando de 9,5% para 3,67% após a pandemia. Entre as categorias que cresceram, está a de alimentação, que passou de 20,2% para 36,7% de toda a movimentação do cartão de benefícios flexíveis.

Segundo esse mesmo estudo, o valor gasto com itens ou despesas praticadas durante o regime de trabalho remoto cresceu 189% comparado ao período pré-pandemia. Essas empresas estão dando, em média, R$ 83 para cada funcionário custear, por exemplo, linha telefônica ou pacote de internet, ou ainda comprar um móvel e equipamento para o home office. Em média, esse valor equivale a 4 dias do valor total de benefícios concedidos por cada empresa por mês.

E isso se reflete também no comportamento de consumo. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, o número de computadores vendidos no 1° trimestre de 2020 no país foi de 1,47 milhão de unidades. O resultado evidencia uma alta de 16% em relação ao mesmo período em 2019.

Pensando nisso, em 2021 vale entender as necessidades do cliente em relação ao home office. Que produtos ele já adquiriu? Quais ainda faltam? Vendê-los por meio dos principais marketplaces como Mercado Livre e B2W Marketplace pode ser uma ótima ideia, já que os consumidores estão acostumados a procurar por estes produtos nesses canais.

4. Mercado pet

Outro setor que cresceu na pandemia foi o de produtos para pet. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o setor deve faturar cerca de R$ 22,3 bilhões neste ano.

Isso acontece porque os pet shops não precisaram fechar durante a pandemia, já que são considerados serviços essenciais. Além disso, com o isolamento social, as pessoas passaram a adotar mais bichos de estimação já que ficariam mais tempo em casa.

Dentro deste mundo de oportunidades, o segmento de alimentação o mais promissor. Esse filão representa cerca de dois terços do segmento pet. Ainda segundo a Abinpet, no ano passado, essa fatia do mercado movimentou 16,4 bilhões de reais.

A principal tendência deve ser os alimentos de maior teor proteico e snacks mais funcionais. Segundo a Euromonitor, uma vez que os produtos para animais de estimação estão intimamente relacionados a uma preocupação crescente com a qualidade de vida dos animais de estimação, os donos de animais dedicam mais despesas a esta categoria, dispostos a fornecer conforto extra com produtos que não eram itens prioritários durante o período de crise, por exemplo, camas para animais.

À medida que a tendência de humanização dos animais de estimação se intensifica, os gastos com sua saúde e conforto tendem naturalmente a aumentar, especialmente quando os consumidores finalmente passam a ter acesso a itens mais caros e não essenciais.

Além disso, os clubes de assinatura de petiscos e brinquedos também são modelos interessantes para explorar neste segmento do e-commerce pensando nesse cenário do consumidor remoto.

*com informações da Lexos ERP.

Fonte: New Trade – O Portal do Comércio e Fecomércio-RS

Fonte: New Trade – O Portal do Comércio

Pix: Eventos do Sistema Comércio analisaram o novo meio de pagamento

A CNC disponibilizou informações em seus canais e realizou debate virtual com especialistas e executivos do Banco Central

O Banco Central lançou em novembro um novo sistema de pagamentos e transferências chamado Pix, com a expectativa de revolucionar a maneira como pessoas físicas e jurídicas lidam com dinheiro e pagam suas contas.

Funciona de forma parecida com as transferências DOC e TED, só que de maneira mais simples do que é feito hoje. O diferencial é que o dinheiro passa do pagador ao recebedor de forma praticamente imediata. As transações são compensadas instantaneamente. O sistema não tem restrições, podendo ser acessado a qualquer hora ou dia da semana, conhecido como 24×7. Apenas nos casos em que houver suspeita de fraude, os pagamentos ou transferências podem demorar até 30 minutos para serem verificados.

O envio de pagamentos é gratuito, pode ser feito para bens, serviços e salários, inclusive para entes governamentais. Também é ilimitado para todas as pessoas físicas, empresários individuais e microempreendedores individuais (MEIs). Para fins comerciais, há uma tarifação no recebimento da transação, a cargo da instituição financeira.

A palavra dos especialistas

Por enquanto, ainda é necessário ter acesso à internet, mas o Banco Central prevê que o serviço off-line esteja disponível em 2021. Antes de funcionar plenamente, o sistema passou por uma fase de testes que durou 12 dias antes da operação e foi restrito para que as instituições financeiras pudessem testar seus sistemas.

Para tirar dúvidas iniciais sobre o Pix, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) disponibilizou informações em seus canais e realizou eventos com especialistas e executivos do Banco Central. No dia 20 de outubro, no podcast Um Negócio pra te Contar, o entrevistado foi o chefe de Subunidade no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil, Breno Lobo. O especialista trabalha na área de sistema de pagamentos do banco há 14 anos e coordenou o projeto de implantação do Pix. Num bate papo simples, ele contou um pouco sobre o serviço.

As transações podem ser feitas pelos aplicativos de bancos e de pagamentos para telefone celular ou pelo internet banking em computadores. O sistema também ganha velocidade porque não é necessário informar todos os dados do beneficiário. Os usuários do serviço podem cadastrar de uma até cinco chaves associadas a uma conta bancária, como o CPF, o CNPJ, o número do celular, o endereço de correio eletrônico (e-mail) ou um código de 32 dígitos gerado especificamente para o Pix (EVP). Basta informar a chave do beneficiário para que o sistema localize o recebedor do pagamento e realize a transação.

Evento on-line

Atenta às novidades do mercado e sobre como essa nova modalidade pode impactar na vida dos empresários, a CNC realizou, no dia 27 de novembro, um evento online e gratuito sobre esse novo sistema, com a participação de especialistas do Banco Central e economistas do Sistema Comércio, que esclareceram as principais dúvidas sobre o funcionamento do Pix.

O encontro virtual reuniu centenas de empresários, dirigentes de Federações e sindicatos de todo o Brasil, que tiraram dúvidas sobre o funcionamento do PIX. “Para nós, é uma oportunidade poder informar, esclarecer e mostrar todas as funcionalidades para o setor de comércio e serviços”, frisou o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, João Manoel de Pinho Mello.

Na abertura, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforçou que o sistema é uma opção valiosa para pessoas e empresas, pagarem e receberem suas contas, e otimizarem o fluxo de caixa. “Nesse momento em que o mundo caminha para o digital, o Pix oferece mais uma opção rápida e atrativa de pagamento”.

Cenário

Já são 735 instituições financeiras participantes do Pix, e até o dia 27 de novembro, já haviam sido registradas 90 milhões de chaves. A agenda do sistema ainda prevê: o Sac Pix para o varejo, que possibilita aos comerciantes devolver troco em dinheiro, caso o cliente necessite. O QR Code que auxilia aqueles que não têm grandes pacotes de internet e podem salvar um código de barras no celular, para ser escaneado no momento da transação. E ainda o Pix Garantido, que permite pagar parcelado, desde que a modalidade seja ofertada pela instituição financeira.

Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, o Brasil caminha para a moeda digital e o mais importante é mostrar a segurança desse sistema. “O Banco Central e o comércio estão unidos pela garantia de pagamento”, disse.

Segurança

O chefe adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Brandt, afirmou que o sistema de pagamentos vai proporcionar redução de custos, ganho de eficiência e inclusão financeira. “O Pix é extremamente seguro, com uma plataforma robusta e marcadores de possíveis fraudes, além de operações rastreáveis, o que dificulta a aplicação de golpes”, explicou.

O economista da Fecomércio-SP, Fabio Pina, acredita que o e-commerce pode ser potencializado pelo PIX. “Existe uma questão de abandono de produtos nos carrinhos virtuais que será minimizada. Sabemos que parte das compras na internet é feita por impulso e, quanto mais fases tiver para concluir o pagamento, incluir o cartão ou escolher o boleto, maior a desistência”. Para Pina, o PIX deve se tornar uma das modalidades de pagamento mais utilizadas nos próximos anos e a “a CNC faz bem em avançar no entendimento de qualquer modalidade de pagamento”, concluiu.

Fonte: CNC e Fecomércio-RS