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Author - Suporte Sindilojas

FECOMÉRCIO-RS DEFENDE PL QUE PREVÊ APOIO AO SETOR DO TURISMO MAS PEDE ALTERAÇÕES NA PROPOSTA

A Fecomércio-RS manifesta posicionamento favorável ao Projeto de Lei 3067/2020. O PL cria o Programa de Apoio Emergencial ao Setor do Turismo nos Municípios, executado pelo Ministério do Turismo (MTur) que poderá repassar, a título de doação, até R$ 2,5 bilhões ao programa por meio de créditos extraordinários. Além de municípios, poderão ser beneficiadas pessoas físicas e jurídicas associadas ao setor.

“A medida é positiva e muito necessária ao segmento de turismo, que está entre os setores mais afetados pela pandemia. Desde março tivemos uma elevada destruição de postos de trabalho no setor. A disponibilidade destes recursos será fundamental à sobrevivência de muitos estabelecimentos e consequente manutenção de empregos”, defende o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Embora positiva, a Federação acredita que a medida pode ser aperfeiçoada. Há no projeto dispositivo determinando que as empresas que poderão acessar este recurso deverão manter o mesmo nível de emprego de data anterior à pandemia. “Tal exigência não é razoável, considerando que a crise ocasionada pela Covid-19 já levou grande parte dessas empresas a promoverem ajustes, com cortes de gastos, inclusive de pessoal. Esses ajustes foram fundamentais para que continuassem funcionando”, pondera o presidente.

Além disso, a exigência desse nível de emprego desconsidera as características da atividade turística, que apresenta elevada sazonalidade. Um dos períodos de melhor desempenho do setor ocorre justamente no início do ano, por conta das férias da maioria dos trabalhadores e estudantes. “Estabelecer essa exigência, tornaria esse benefício inacessível para a maior parte das empresas. Entendemos que os efeitos da pandemia devem se estender ainda por diversos meses, piorando significativamente a situação das empresas ligadas ao ramo de turismo. Por isso, consideramos importante a aprovação do projeto e a retirada do dispositivo mencionado”, destaca Bohn.

PRORROGAÇÃO DE ALÍQUOTA DE ICMS POR MAIS QUATRO ANOS PREJUDICA RETOMADA ECONÔMICA NO RIO GRANDE DO SUL, ALERTA A FECOMÉRCIO-RS

Entidade avalia que é possível reduzir déficit público sem manutenção de impostos elevados

Em um momento em que o comércio e os consumidores tentam se recuperar das perdas de um ano completamente atípico, o projeto que prevê a prorrogação das alíquotas majoradas de ICMS, encaminhado pelo Executivo Estadual à Assembleia Legislativa, vai na contramão dos esforços necessários para a retomada da solvência e liquidez das empresas, criação de empregos e recuperação da renda e do poder de consumo. A proposta de manutenção, até 2024, das alíquotas de ICMS em 30% sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, e a permanência da alíquota básica em 18% ao longo do próximo ano, transferem à iniciativa privada o fardo de equilibrar as contas públicas, objetivo que poderia ser alcançado pelo Governo do Estado através da diminuição da máquina estatal.

O fim das alíquotas majoradas em dezembro deste ano foi um compromisso assumido pelo governador Eduardo Leite. Ao propor mais quatro anos de prorrogação, a medida, adotada em caráter temporário na gestão anterior, poderia chegar a quase uma década de vigência, apesar da existência de alternativas para sanar o suposto déficit que seria criado pelo retorno às faixas normais: “Reconhecemos que já houve um esforço com o corte de secretarias e reforma da carreira do funcionalismo, mas ainda há muito a ser feito para diminuir os gastos do Estado e gerar receita, como privatizações, aprofundamento da reforma da previdência, redução de subsídios a servidores e aplicação da regra do teto salarial”, diz o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A Fecomércio-RS alerta ainda para projeto que prevê a revisão do Simples Gaúcho, que traria impactos a empresas que deixariam de se enquadrar na categoria. Entre as propostas que a entidade apoia, estão a extinção do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal/ICMS) e a Redução da Alíquota Efetiva para Compras Internas.

MENOS GAÚCHOS PRETENDEM VIAJAR NESTE VERANEIO, APONTA PESQUISA DA FECOMÉRCIO-RS

Entidade ouviu 385 pessoas e buscou levantar o comportamento dos indivíduos no verão 2020/21 em relação às viagens nesse período

Viagens estão nos planos de férias de menos gaúchos neste veraneio, aponta pesquisa realizada pela Fecomércio-RS. A pesquisa foi realizada de 13 a 22 de outubro de 2020 nas cidades de Caxias do Sul, Ijuí, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria. Das 385 pessoas ouvidas durante o levantamento, 36,1% disseram que pretendem viajar durante o verão. No estudo do ano passado, cerca de metade dos participantes (52%) havia manifestado esta intenção. Dentre as pessoas que vão sair das suas cidades em férias nesse verão, os destinos mais procurados serão outros estados (46%) e as praias do litoral gaúcho (43,9%).

Entre as praias gaúchas, Torres foi a mais citada (27%), seguida por Capão da Canoa (22,2%) e Cidreira (12,7%). Cerca de 27% dos entrevistados vai passar uma temporada no seu destino. Para 45,9% dessas pessoas, as férias terão duração de 11 a 20 dias. Quanto ao método de hospedagem, 45,3% escolherão casa própria, de parentes ou amigos, enquanto 28,1% ficarão em hotel ou pousada e 26,6% alugarão casa ou apartamento.

O orçamento para o período ficará em até R$ 1.000,00 para 37,4% dos entrevistados, enquanto outros 33,8% desembolsarão entre R$ 1.000,01 e R$ 3.000,00. Quando perguntados sobre a comparação com o ano passado, 36,4% gastarão menos ou muito menos, 34,1% devem manter a mesma faixa e 29,5% pretendem gastar mais ou muito mais com o período de lazer. Confira a pesquisa na íntegra aqui.

FECOMÉRCIO-RS LANÇA CAMPANHA PARA UNIÃO DE TODOS CONTRA O CORONOVÍRUS

Divulgação Fecomércio-RS

Entidade defende que o somatório de forças poderá vencer o coronavírus e manter o comércio funcionando

Unidos contra o coronavírus. Esse é o mote da campanha que a Fecomércio-RS lançou na sexta-feira passada, dia 4 de dezembro. O objetivo da ação é conscientizar a população, Governo e entidades sobre a importância da união de todos para evitar mais restrições no funcionamento do comércio. “Nesse momento em que aumentam o número de casos de Covid-19 no Estado, e já temos muitas restrições no funcionamento do comércio, acreditamos que só com a união de todos poderemos vencer o vírus e manter as empresas funcionando sem prejudicar ainda mais esse segmento que já teve tantas perdas. É importante que cada um faça a sua parte, pois todos somos responsáveis por vencer essa batalha”, defende o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A campanha será veiculada em várias mídias e apresentará mensagens que destacam os cuidados necessários para impedir que o vírus se espalhe, como o uso de máscaras, a higienização das mãos, evitar aglomerações, entre outras medidas. “A economia gaúcha já sofreu demais com a pandemia. É o momento de todos agirem com responsabilidade para evitarmos o agravamento da situação. O comércio local precisa da atenção de todos para seguir aberto, preservando assim o emprego e a renda de muitos trabalhadores ”, alerta Bohn.

A Fecomércio-RS atuou fortemente ao lado dos empresários gaúchos a fim de minimizar os impactos causados pela Covid-19 em um dos setores mais impactados neste ano, o terciário. Entre as diversas ações desenvolvidas, propôs um protocolo de saúde para que as empresas pudessem abrir com segurança e conquistou o direito de as atividades comerciais operarem com tele-entrega e take away no início da pandemia. Defendeu a negociação do ECAD, a suspensão do ISS e ICMS e, posteriormente, a abertura dos negócios em bandeira vermelha, além de apoiar o projeto de liberação de recursos e flexibilização de garantias para crédito emergencial (PRONAMPE). Ainda liderou os debates sobre o piso regional, trabalhou pelo envio e pela aprovação das medidas provisórias de flexibilização trabalhista e conseguiu negociar as datas das negociações coletivas, entre outras ações.

Para o presidente, é essencial que, agora com o aumento do número de casos, todos ajam com responsabilidade, fazendo cada uma sua parte. “Somente com a união venceremos o vírus. A sociedade precisa assumir o compromisso de manter a Covid-19 afastada”, defende Bohn.

O E-COMMERCE É PARA MINHA LOJA?

Divulgação Senac-RS

Raquel Fassini – Docente do Técnico em Administração no Senac Tech

O ano de 2020 veio para desconstruir muitas certezas e tabus, seja em relação a prioridades, modelos de trabalho ou de negócios. Assim como muitas empresas se viram em dificuldades por precisarem fechar seus estabelecimentos físicos, tantas outras cresceram ou iniciaram a partir de oportunidades originadas no contexto de distanciamento físico e virtualização.

Quando se fala de crescimento dos negócios em 2020, devemos falar de e-commerce. Isso porque o comércio eletrônico cresceu 47% só no primeiro semestre de 2020, o maior crescimento em 20 anos, conforme dados da Ebit|Nielsen. Com um crescimento tão expressivo, você, empresário, lojista ou mesmo um candidato a empreendedor, deve estar pensando que seu negócio deve surfar essa onda, não é mesmo?

Antes de buscar uma plataforma para criação de um site ou de ofertar seus produtos e serviços nas redes sociais é preciso estabelecer uma estratégia para sua presença digital. E isso envolve pensar:

Quem é o cliente que irei atender on-line? Isso significa que não basta ter um bom produto ou serviço, mas para quem você vai ofertar isso no mundo virtual. E pode ser um cliente bem diferente daquele que você já atende na sua loja física;

Quanto custa essa operação? Não somente para a sua empresa, afinal, os custos para o negócio podem ser bastante reduzidos com a operação via marketplaces, uma loja virtual em que vários lojistas podem se inscrever e vender seus produtos. Mas o custo também envolve pensar: quando esse produto custa para o cliente – afinal, a compra pode ser acrescida de frete e o próprio tempo de entrega pode acarretar custos adicionais para o cliente. Avalie se o seu produto tem um custo competitivo;

Estou conseguindo entregar mais conveniência? Todo consumidor busca na compra, uma solução para um problema ou necessidade. O papel da empresa é facilitar a vida do seu cliente, trazendo para ele mais conforto, comodidade e facilidades para realizar a compra. Isso é conveniência. Se você tem um e-commerce, o seu site deve ser de fácil entendimento, as opções de pagamento devem garantir segurança aos dados do cliente e a entrega precisa ser no tempo mais adequado possível;

Quais são as formas de comunicação com o meu cliente? Uma empresa que resolve atuar on-line, deve conseguir se comunicar de maneira ágil e assertiva com o seu cliente. A comunicação assertiva não significa uma comunicação “certa”, mas uma comunicação clara, direta e honesta. Só esteja presente nos canais que você consegue atender com assertividade.

Para tornar mais claro, vou trazer alguns exemplos: o primeiro, de como não fazer. Há algum tempo eu estava buscando um hotel para férias e encontrei em uma rede social uma pousada que me interessou bastante. Eles tinham a opção de enviar mensagens pela plataforma, então enviei uma pedindo informações sobre a disponibilidade de quartos e valores. Recebi como resposta “agradecemos seu contato, para informações sobre diárias entre em contato pelo e-mail tal”. Adivinhe o que aconteceu? Eu nunca enviei o e-mail. Por quê? Em primeiro lugar, a empresa estava transferindo para mim a responsabilidade, como se eles não estivessem interessados no potencial cliente. O negócio precisa pensar e agir fazendo o melhor pelo cliente. Em segundo lugar, se eu já havia feito contato utilizando um recurso de comunicação disponibilizado por eles é por aquele canal que eu quero receber a resposta. É esse canal que, para mim, é o mais conveniente.

Algumas pessoas acreditam que o e-commerce tira a capacidade de um atendimento humanizado, considerado por muitos o seu principal diferencial competitivo. Se enganam novamente. O fator humano pode ser demonstrado de diferentes formas. Um exemplo foi quando pedi um lanche por uma plataforma de entregas. Era próximo da Páscoa, você deve lembrar que foi o auge do isolamento social. Ao fazer o pedido pela plataforma, não há nenhum tipo de interação direta com a empresa vendedora: há um cardápio, escolhe-se o pedido, a forma de pagamento e pronto. Pois o pedido, ao chegar ainda contemplava um recado escrito à mão e chocolates de brinde, em uma embalagem decorada com o tema de Páscoa. Sabe quanto custa para a empresa escrever um recado a mão? Pois é, o custo dessa ação é muito baixo. Mas a satisfação do cliente e seu índice de recompra são altíssimos.

Existem diferentes formas de ingressar nas vendas on-line, por plataformas próprias, parceiras ou mesmo por redes sociais. O que determina o melhor recurso é o público que a empresa quer atingir e a estratégia que a empresa definiu baseada nos seus objetivos.

Portanto, se você ainda não tem clareza da sua estratégia, dedique um tempo para elaborar seu plano. Se nunca fez isso antes, sempre é tempo de começar. O primeiro passo é buscar informações. Após, defina seus objetivos. A partir daí, avalie quais recursos e ferramentas digitais são os mais adequados. Tenha metas claras e, por fim, lembre que todo planejamento é feito a lápis: acompanhe os resultados e, caso necessário, revise a sua estratégia. O importante é ter clareza do que se pretende. Quanto mais rápido começar, mais cedo vai revisar e chegar no caminho certo.

132 EMPRESAS ASSOCIADAS PARTICIPAM DO NATAL BENTO 2020

NATAL BENTO 2020

O Natal Bento é a gente que faz.

Por isso, nós, do Sindilojas, mobilizamos 132 empresas associadas para participar desse movimento que se repete todos os anos.

Mesmo com máscara, por vídeo ou por tele entrega, no final, a gente sabe que vai fazer do melhor jeito: o nosso.

Que este Natal Bento seja uma noite para iluminar o ano inteiro.

Confira aqui a lista completa das empresas participantes!

FECOMÉRCIO-RS APRESENTA SEU POSICIONAMENTO SOBRE A PL 246/2020 QUE ENTRE OUTRAS MEDIDAS, ESTABELECE A MANUTENÇÃO DAS ALÍQUOTAS DE ICMS.

FE/BEU/MR/211/2020

Porto Alegre, 25 de novembro de 2020.

Exmo. Sr. Eduardo Leite
Governador do Estado do Rio Grande do Sul

A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul – FECOMÉRCIO-RS – na representatividade de seus 102 sindicatos empresariais filiados, ao cumprimentá-lo, apresenta seu posicionamento em relação ao PL 246/2020, de autoria do Poder Executivo. O projeto, entre outras medidas, estabelece a manutenção das alíquotas de ICMS.

Clique aqui e leia na íntegra o posicionamento da FECOMÉRCIO-RS quanto a PL 246/2020.

A RECUPERAÇÃO DO FLUXO DE TURISMO É PAUTA DE REUNIÃO DA FECOMÉRCIO-RS

A última reunião do ano do Conselho de Turismo da Fecomércio-RS (Contur) foi realizada na última quarta-feira (18/11) e teve como assunto principal a recuperação do setor. O encontro virtual, coordenado pelo vice-presidente da Federação, Manuel Suaréz, contou com a participação dos conselheiros, do representante do Grupo Dallonder, Rodrigo Ricieri, e da presidente executiva do Porto Alegre & Região Metropolitana Convention & Visitors Bureau (POACVB), Adriane Hilbig.

Na ocasião, o representante do Grupo Dallonder, Rodrigo Ricieri, destacou a importância da criação de roteiros, com o apoio do poder público, e incentivo a rotas turísticas como alternativas para o turismo na região. “Achamos que a pandemia iria durar no máximo dois meses. Fomos pegos de surpresa e isso contribuiu para que nos renovássemos. Os roteiros abertos, como por exemplo os passeios de bicicleta, têm sido os mais procurados na região. Eles é que têm ajudado na pandemia”, relata Ricieri. Além disso, ele também salientou que aproveitaram o período para fazer obras e melhorias nos centros de eventos da rede. “Ainda temos muita diferença de fluxo, principalmente por conta dos eventos que ocorriam durante a semana. Infelizmente, tem sido um período com ocupação baixíssima, além da questão do limite de 60% estipulado pelo governo. Os feriados ajudaram a ter um movimento melhor, mas estão muito abaixo do que gostaríamos”, afirma.

Para finalizar o relato, Ricieri mostrou-se bastante otimista. “As regiões de Bento e Caxias sofreram bastante, mas não podemos apenas reclamar. Estamos em um processo de recuperação. Neste momento, temos a oportunidade de vender mais produtos dentro da hospedagem, o ticket médio aumentou por conta da venda de alimentos e serviços dentro do próprio hotel. Tivemos que renovar o nosso spa, por exemplo. A nossa batalha agora é fazer com que o turista, não só o de lazer, mas também o executivo, volte com tudo nos próximos dois anos”.

Durante a reunião, a executiva do Contur, Pricila Gurgel, também falou sobre o turismo na região da Serra e a situação dos hotéis do Sesc no Estado. “Por meio de novas parcerias pudemos crescer em outras áreas as quais não tínhamos dimensão, como os esportes, por exemplo. Com as crises, encontramos novas oportunidades. Atualmente, estamos com uma boa ocupação, dentro da realidade da pandemia, encaixando os pacotes turísticos para algo mais regional, reforçando nosso trade, com um olhar mais interno”, aponta. Pricila ainda comentou sobre as expectativas para o verão. “Existe uma demanda reprimida e precisamos ir atrás dela. Com a chegada do verão, temos um cenário promissor com a grande procura pelos hotéis no Litoral Norte”.

Para o conselheiro José Reinaldo Ritter, a Capital está se recuperando. “Tivemos momentos difíceis, mas a ocupação hoteleira em Porto Alegre está começando a reagir. Embora a tendência é que a o número de hóspedes baixe com a chegada do verão, vemos que o setor de eventos está retornando aos poucos. Começamos com uma ocupação na faixa dos 8% e agora já estamos em 20%”. O coordenador, Manuel Suaréz, está otimista em relação ao cenário. “Na região metropolitana tivemos bons sinais nos meses de outubro e novembro. E agora só temos uma saída: recuperar o movimento e a rentabilidade básica para pagar os custos de operação”.

Na ocasião, a convidada Adriana Hilbig fez uma apresentação falando sobre o trabalho do POACVB. Ela destacou os 23 anos da entidade e mostrou como o setor de eventos está passando por esse momento. “É uma nova etapa e precisamos reinventar a cidade. Enquanto instituição, nos adaptamos criando indicadores, fazendo parcerias, promovendo campanha para os nossos mantenedores, remodelando nossos convênios e até mesmo criando novos canais de comunicação. Temos uma grande expectativa para o próximo ano, já que todos os eventos foram transferidos”. Adriana, também, enfatizou como o Rio Grande do Sul está sendo pioneiro na retomada dos eventos presenciais. “Estamos na vanguarda e precisamos aproveitar isso. Nos unimos para nos beneficiar enquanto Estado e tudo que realizamos até agora teve caráter colaborativo. Precisamos mostrar que é possível retomar”, finalizou a executiva.

A segunda parte da reunião tratou de assuntos legislativos. Catiuce Lopes, do Núcleo Jurídico da Fecomércio-RS, falou sobre o novo decreto do Governo Estadual que flexibiliza a ocupação para setores de turismo com a adesão ao Selo de Turismo. “A adesão ao Selo não tem custo nenhum e pode ser solicitada pelo site do Ministério do Turismo. A certificação também é benéfica para o turista, que vai saber que o estabelecimento está seguindo todos os protocolos”. Catiuce ainda chamou a atenção para observar as portarias e decretos municipais.

Para finalizar, a economista da Federação Giovana Menegotto fez uma análise do Projeto de Lei 3067/2020, que consiste na criação do Programa de Apoio Emergencial ao Setor do Turismo nos Municípios e do Fundo Garantidor Emergencial de Apoio ao Turismo nos Municípios. “O setor do Turismo é um dos mais afetados com a pandemia e todas essas medidas que dão suporte são muito positivas”, acredita a Giovana.

DANOS MORAIS GERADOS A PESSOA JURÍDICA POR VENDA DE PRODUTOS FALSIFICADOS PODEM SER PRESUMIDOS, DECIDE TERCEIRA TURMA

A comercialização de produtos falsificados afeta a identidade construída pelo titular da marca, resultando na mudança de público-alvo e desvirtuando as qualidades que o proprietário busca ver atreladas à sua imagem. Por isso, os danos extra patrimoniais gerados pela comercialização ilícita de produtos e serviços não dependem de prova para que possam ser compensados.

O entendimento foi fixado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao reformar acórdão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) que, apesar de ter reconhecido a existência de danos materiais em episódio de venda de produtos falsificados, afastou a condenação das vendedoras ao pagamento de danos morais por concluir que o uso indevido de uma marca não implicaria, necessariamente, dano extra patrimonial à pessoa jurídica titular desse direito. Para o TJSC, a violação à honra e à imagem deveria ser concretamente demonstrada pelo titular.

De acordo com o relator do recurso do proprietário da marca, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, o entendimento tradicional do STJ é no sentido de que os danos morais experimentados pela pessoa jurídica – diferentemente daqueles sofridos pela pessoa física – não são presumidos, devendo ser comprovados para que haja a compensação.

“Todavia, nos casos em que há violação do direito de marca, notadamente naqueles em que há falsificação ou pirataria, o ato ilícito atinge a própria identidade do titular do direito de propriedade industrial”, explicou o ministro.

 

Reputação

Segundo Sanseverino, a diferenciação de produtos e serviços por meio das marcas permite ao consumidor diminuir custo e tempo de informação, pois, com base em suas experiências prévias de consumo, ele tem condições de identificar com mais facilidade o produto ou serviço que deseja adquirir. Por outro lado, explicou, o titular da marca pode investir na construção de uma associação entre a marca e as qualidades específicas do item oferecido, com o objetivo de manter sua clientela.

O relator também lembrou que, como previsto no artigo 130, inciso III, da Lei 9.279/1996, o titular da marca tem o direito de zelar pela sua integridade material e pela sua reputação. Além disso, nos termos do artigo 139 da mesma lei, o proprietário pode exercer um controle efetivo sobre as especificações, a natureza e qualidade dos produtos ou serviços, mesmo que tenha realizado contrato de licença para uso da marca.

“A falsificação, porém, configura uma ingerência ilícita de terceiros nessa identidade marcária, uma vez que ela retira do titular o controle sobre aquilo que está sendo comercializado sob o sinal protegido. O consumidor – ludibriado – passa a relacionar o signo distintivo com valores e qualidades diferentes daqueles aprovados pelo titular do direito de propriedade industrial, em usurpação de identidade causadora de inegável dano extra patrimonial”, disse o ministro.

 

Direitos de personalidade

Nesse sentido, Paulo de Tarso Sanseverino enfatizou que a violação aos direitos de personalidade também deve ser protegida no caso das empresas, por disposição expressa do artigo 52 do Código Civil, “razão pela qual os danos extrapatrimoniais, em casos como o presente, são presumidos diante da ocorrência do ilícito”.

Com o provimento do recurso especial, a Terceira Turma condenou a microempresa e a microempreendedora individual que comercializaram as peças falsificadas em pequenos estabelecimentos no interior de Santa Catarina, além do ressarcimento dos prejuízos materiais do titular da marca, ao pagamento de danos morais no valor de R$ 5 mil, cada.

O número deste processo não é divulgado em razão de segredo judicial.

Fonte: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/05102020-Danos-morais-gerados-a-pessoa-juridica-por-venda-de-produtos-falsificados-podem-ser-presumidos–decide.aspx

WHATSAPP LANÇA BOTÃO DE COMPRAS – ENTENDA COMO FUNCIONA

Novidade vem para facilitar a exposição e o acesso a produtos dentro do aplicativo

POR Editor CM – 11 de novembro de 2020

 

Os usuários do WhatsApp Business já podem utilizar o botão de compras com os clientes. A novidade foi anunciada pelo aplicativo de mensagens instantâneas do Facebook como uma funcionalidade para “facilitar a exposição e o acesso a produtos” dentro da plataforma, que caminha para se tornar um ambiente favorável para vendas.

O “botão compras” tem como símbolo a vitrine de uma loja e aparece na parte superior da conversa, onde antes estava a opção de chamada de voz. Ao clicar no novo ícone, o usuário terá acesso ao catálogo de produtos e serviços cadastrado, podendo ver quais estão disponíveis e até iniciar uma conversa sobre determinado item de interesse com apenas um toque. O WhatsApp publicou um vídeo (em inglês) que ilustra como o usuário pode usar a função.

A novidade é muito bem-vinda no mercado brasileiro, já que o aplicativo de mensagens tem sido um canal importante para os varejistas. Uma pesquisa realizada pela Accenture em parceria com o Facebook mostrou que 83% dos usuários do aplicativo o utilizam em alguma parte da jornada de compras de produtos e serviços.

Com penetração alta entre os brasileiros – 99% usam com frequência e não pretendem mudar o hábito -, o WhatsApp tem se tornado cada vez mais versátil. Além do novo botão de compras, o aplicativo já teve atualizações como chatbots e teclados especiais para internet banking, trazendo soluções e facilitando o dia a dia de seus usuários.

Agora a expectativa é que o WhatsApp Pay, anunciado no início deste ano, seja autorizado pelo Banco Central. Com isso, será possível realizar transações financeiras pelo aplicativo. Ou seja, a conversa de compra com a empresa poderá ser iniciada e finalizada dentro do próprio WhatsApp.

Fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/2020/11/11/whatsapp-lanca-botao-de-compras-entenda-como-funciona/