fbpx

COVID-19

Recomendações para a retomada gradual do comércio em Bento Gonçalves

Recomendações para a retomada gradual do comércio em Bento Gonçalves, segundo Ofício nº 085/2020 – GAB, de 13 de abril de 2020, assinado pelo prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Rech Pasin, endereçado ao Sindilojas Regional Bento.

Os estabelecimentos comerciais e de serviços poderão, a partir desta terça-feira, 14 de abril, manter o serviço de recebimento de pagamento de títulos decorrentes de vendas já realizadas, na modalidade de crediário, carnês, talões e outros títulos semelhantes de cobrança, podendo para tanto receber no interior do estabelecimento apenas um cliente por vez, ficando proibida a aglomeração de pessoas, que deverá adotar todas as medidas necessárias de higiene e prevenção do contágio, nos seguintes termos:

  • Trabalhar em regime fechado, somente com atendimento por agendamento ou presencialmente cadenciado o atendimento dos clientes sendo um por vez ou por estação de atendimento;
  • Higienizar, após cada cliente, durante o período de atendimento e sempre quando do início do novo atendimento, as superfícies de toque (mesas, balcão, equipamentos, caixa registradora, teclados, canetas, etc.), preferencialmente com álcool líquido ou álcool em gel, ambos 70% (setenta por cento) ou outro produto adequado;
  • Higienizar, preferencialmente após cada utilização ou, no mínimo a cada 3 horas, durante o período de funcionamento e sempre quando do início das atividades, os pisos, as paredes e o banheiro, preferencialmente com água sanitária ou outro produto adequado;
  • Manter à disposição, na entrada do estabelecimento e em local de fácil acesso, álcool em gel 70% para a utilização dos clientes e dos funcionários do local;
  • Manter locais de circulação e áreas comuns com sistemas de ar condicionados limpos (filtros e dutos) e, obrigatoriamente, manter pelo menos uma janela externa aberta ou qualquer outra abertura, contribuindo para a renovação do ar;
  • Manter disponível “kit” completo de higiene de mãos nos sanitários de clientes e funcionários, utilizando sabonete líquido, álcool em gel 70% e toalhas de papel não reciclado;
  • Manter materiais administrativos higienizados e devidamente individualizados de forma a evitar a contaminação cruzada;
  • Adotar sistemas de escalas, de revezamento de turnos e de alterações de jornadas, para reduzir fluxos, contatos e aglomerações de seus funcionários;
  • Diminuir o número de estações de trabalho ocupadas no estabelecimento e garantir o distanciamento interpessoal de, no mínimo, 2 metros;
  • Fazer a utilização, se necessário, do uso de senhas ou outro sistema eficaz para evitar filas ou aglomerações de pessoas;
  • Manter fixado, em local visível aos clientes e funcionários, de informações sanitárias sobre higienização e cuidados para a prevenção do Covid-19;
  • Instruir seus empregados acerca da obrigatoriedade da adoção de cuidados pessoais, sobretudo da lavagem das mãos ao fim de cada turno e cada atendimento, da utilização de produtos assépticos durante o desempenho de suas tarefas, como álcool em gel 70%, da manutenção da limpeza dos instrumentos de trabalho, bem como o modo correto de relacionamento com o público no período de emergência de saúde pública decorrente do Covid-19;
  • Afastar, imediatamente, em quarentena, independentemente de sintomas, pelo prazo mínimo de 14 dias, das atividades em que existia contato com outros funcionários ou com o público, todos os empregados que regressarem de localidades em que haja transmissão comunitária do Covid-19, conforme Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde, bem como aqueles que tenham contato ou convívio direto com caso suspeito ou confirmado;
  • Afastar, imediatamente, em quarentena, pelo prazo mínimo de 14 dias, das atividades que existia contato com outros funcionários ou com o público todos os empregados que apresentam sintomas de contaminação pelo Covid-19;
  • Não serão convocados trabalhadores que se enquadrem no grupo de risco ou que coabitam com pessoas deste grupo.

Sindilojas monta aparato para ajudar associados

Negociações setoriais, representatividade, suporte e o compartilhamento de dicas e documentos são ferramentas que a entidade disponibiliza aos associados para o enfrentamento da Covid-19

Enquanto o varejo está em quarentena, o Sindilojas Regional Bento tem sido incansável no sentido de buscar soluções para minimizar os impactos do Coronavírus nos negócios dos associados. A atuação vai além da negociação emergencial da Convenção Coletiva Extraordinária que tratou de férias e banco de horas em tempos de Covid-19, compilando e compartilhando dicas de especialistas e documentos importantes para este enfrentamento.

“Estamos usando todos nossos canais disponíveis para informar e orientar nossos associados. Dispomos de uma ampla rede de especialistas, principalmente em Economia, junto a Fecomércio-RS, e todo este conhecimento está sendo compartilhado pelas redes sociais, site, e-mail e whatts”, destaca o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio. No site www.sindilojasbg.com.br, na seção Notícias, é possível acompanhar as ações da entidade, bem como documentos, especialmente Portarias emitidas em razão da pandemia.

De forma prática e com uma linguagem acessível, uma série de posts começou dia 18 de março e se estenderá enquanto houver necessidade, sugerindo, mais do que nunca, ações estratégicas e atenção a detalhes que fazem muita diferença. A entidade também está disponibilizando lives com economistas e advogados, além de sugerir o site www.fecomercio-rs.org.br que criou o portal Perto de Você, com atividades gratuitas e mais de 60 cursos de formação profissional.

PORTARIA 139/2020

✅ CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – Posterga o prazo de recolhimento das contribuições previdenciárias das competências de março e abril de 2020, que deverão ser pagas no prazo de vencimento das contribuições devidas nas competências de julho e setembro de 2020, respectivamente.

✅ PIS/COFINS – Posterga o prazo de recolhimento do PIS e da COFINS das competências de março e abril de 2020, que deverão ser pagas no prazo de vencimento das contribuições devidas nas competências de julho e setembro de 2020, respectivamente.

➡️ INSTRUÇÃO NORMATIVA 1.932/2020

✅ DCTF –  Prorroga a apresentação da DCTF para o 15º (décimo quinto) dia útil do mês de julho de 2020, das DCTF originalmente previstas para serem transmitidas até o 15º (décimo quinto) dia útil dos meses de abril, maio e junho de 2020

✅ EFD CONTRIBUIÇÕES – Prorroga a apresentação da EFD-Contribuições para o 10º (décimo) dia útil do mês de julho de 2020, das EFD-Contribuições originalmente previstas para serem transmitidas até o 10º (décimo) dia útil dos meses de abril, maio e junho de 2020, inclusive nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial.

PROGRAMA EMERGENCIAL DE MANUTENÇÃO DO EMPREGO – MP 936/20

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O valor atual do seguro desemprego varia de R$ 1.045,00 a R$ 1.813,03 O Benefício será pago pela União para o empregado que tiver redução de jornada e de salário superior à 25% ou suspensão do contrato de trabalho, pelos prazos previstos na MP (até 90 dias para redução; até 60 dias para a suspensão).

BENEFÍCIO EMERGENCIAL DE MANUTENÇÃO DO EMPREGO

Benefício pago pela União para o empregado que tiver redução de jornada e de salário superior à 25% ou suspensão do contrato de trabalho, pelos prazos previstos na MP (até 90 dias para redução; até 60 dias para a suspensão).

Valor do benefício: 25%, 50%, 70% ou 100% do valor base que será o valor do seguro desemprego que o empregado teria direito.

Aplica-se o percentual de redução de jornada ao valor base. No caso da suspensão, o valor é 100% do valor base para os empregadores em geral, de 70% do valor base para as empresas com faturamento superior a R$ 4,8 milhões.

Exemplo: Empregado recebe R$ 2.800,00 e tem a jornada reduzida em 50%. Receberá 50% do salário (R$ 1.400,00) e 50% (R$ 522,50 a R$ 906,52) do benefício de seguro desemprego a que teria direito.

O benefício não é pago para o empregado que também é servidor público, empregado público ou tem mandato eletivo. Também não será devido para quem já recebe aposentadoria, auxílio doença, salário maternidade, seguro desemprego ou bolsa qualificação.

REDUÇÃO DE JORNADA

O empregado permanece exercendo a atividade, mas com jornada reduzida. A empresa continua pagando o salário proporcional. O salário-hora não pode ser reduzido.

Mantém os benefícios voluntários do empregador, como seguro saúde e vale alimentação.

A empresa pode complementar a renda com uma ajuda complementar de natureza não salarial, sugiro na forma do art. 457 § 2º da CLT (tipo prêmios e abonos), pois não integram a remuneração do empregado e não se incorporam ao contrato de trabalho não incidindo quaisquer encargos trabalhistas e previdenciários. QUEM PODE REDUZIR?

Qualquer empregador privado, incluindo pequenas e grandes empresas, microeempreendores individuais, empregador doméstico, pessoas físicas, pessoas jurídicas sem fins lucrativos. A MP não se aplica aos órgãos públicos, empresas públicas e subsidiárias e organismos internacionais. QUEM PODE REDUZIR?

Qualquer empregador privado, incluindo pequenas e grandes empresas, microeempreendores individuais, empregador doméstico, pessoas físicas, pessoas jurídicas sem fins lucrativos. A MP não se aplica aos órgãos públicos, empresas públicas e subsidiárias e organismos internacionais. COMO É FEITA A REDUÇÃO?

É necessária a celebração de acordo, individual ou coletivo, a depender do caso.

Celebrado o acordo, a empresa informa em até 10 dias para o Ministério da Economia.

O acordo pode prever ajuda compensatória, de caráter indenizatório. POR QUANTO TEMPO?

A redução poderá ser acordada por até 90 dias. A redução pode ser encerrada se a calamidade pública acabar ou se o empregador antecipar o retorno do empregado à jornada normal. COMO SE DÁ O ACORDO?

A convenção ou acordo coletivo é sempre aplicável. O acordo individual depende:

1) do percentual de redução; e

2) do salário do empregado.

Confira o quadro abaixo:

Empregados que ganham até R$ 3.135,00: acordo individual ou coletivo para qualquer redução.

Empregados que ganham mais de R$ 3.135,00: acordo individual só para redução de jornada de 25%.

Para as reduções de 50% e 70% é necessário acordo coletivo.

Empregados que ganham mais de R$ 12.202,12 e possuem diploma de nível superior: acordo individual ou coletivo para qualquer redução.

SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO CONTRATO DE TRABALHO COMO SE DÁ O ACORDO?

O empregado não exerce sua atividade pelo período da suspensão. A empresa poderá pagar ajuda complementar de natureza indenizatória (art. 457 § 2º da CLT) como disse acima. Se for empresa com faturamento superior a R$ 4,8 milhões, a ajuda compensatória é obrigatória e terá o valor de 30% do salário do empregado. Mantém os benefícios voluntários como seguro saúde e vale alimentação. QUEM PODE SUSPENDER?

Qualquer empregador privado, incluindo pequenas e grandes empresas, microeempreendores individuais, empregador doméstico, pessoas físicas, pessoas jurídicas sem fins lucrativos.  A MP não se aplica aos órgãos públicos, empresas públicas e subsidiárias e organismos internacionais. COMO É FEITA A SUSPENSÃO?

É necessária a celebração de acordo, individual ou coletivo, a depender do caso;

Celebrado o acordo, a empresa informa o Ministério da Economia em até 10 dias. POR QUANTO TEMPO?

A redução poderá ser acordada por até 60 dias. A redução pode ser encerrada se a calamidade pública acabar ou se o empregador antecipar o retorno do empregado à jornada normal. COMO SE DÁ O ACORDO?

A convenção ou acordo coletivo é sempre aplicável.

O acordo individual só pode ser feito por empregados que ganham até R$ 3.135,00 ou empregados que ganham mais de R$ 12.202,11 e tenham diploma de nível superior. CONCLUSÃO

ACONSELHAMOS NA MEDIDA, DO POSSÍVEL, QUE TODOS OS ACORDOS SEJAM DA FORMA DE CONVENÇÃO OU ACORDO COLETIVO.  EM ÚLTIMO E EXTREMO CASO NA FORMA INDIVIDUAL, POIS NÃO SABEMNOS COMO A JUSTIÇA DO TRABALHO IRÁ INTERPRETAR ESTES ACORDOS, FACE AO PRINCÍPIO DA HIPOSSUFICIÊNCIA, QUE REGRA O DIREITO DO TRABALHO.

Este era o parecer. s.m.j

Atenciosamente,

Paulo Roberto Tramontini,

TRAMONTINI ADVOGADOS ASSOCIADOS

ABAIXO O LINK PARA ACESSAR A MP Nº 936 DE 1º DE ABRIL EM SUA ÍNTEGRA. http://www.in.gov.br/web/dou

DICA SINDILOJAS – Contratos de locação em tempos de Coronavírus

Sindilojas suscita parecer a respeito da suspensão dos locativos a serem pagos pelos locatários/associados, face aos Decretos Estaduais e Municipal, que determinam o fechamento do comércio, diante da pandemia Coronavírus-19.

Primeiro lugar o Sindilojas não tem a pretensão de se envolver nas relações jurídicas entre Locadores e Locatários, mas tão somente aconselhar QUE AS PARTES FIRMEM UM ACORDO que melhor atenda os anseios de ambos polos.

São tempos estranhos. Tantas informações por aí que, sejam verdadeiras ou fake news, acabam nos encontrando (normalmente pelo WhatsApp).

É curioso que, mesmo com a quantidade enorme de informações, temos poucas certezas. São muitas e grandes mudanças em pouco tempo e, dentro de todos nós, talvez seja inevitável uma pergunta: como tudo isso afetará o nosso futuro e o de nossas famílias e amigos?

Não existe no nosso ordenamento jurídico, situação específica, porém, o Código Civil, em tese ampara e assegura que uma parte não cumpra a sua obrigação, quando a mesma está impedida de fazê-lo, como é caso que estamos vivendo a nível mundial.

O momento é inédito e crítico, a boa-fé consagrada no art. 422 do Código Civil, bem como os arts. 479 e 393 também do Código Civil, SÃO INSTRUMENTOS NECESSÁRIOS, QUE PODERÃO SER ACIONADOS PARA MODIFICAR E SUSPENDER OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS, COMO NO CASO DO CONTRATO DE LOCAÇÃO, preservando-se a relação até a superação desta crise.

Recomendo primeiramente, como se asseverou acima, UMA NEGOCIAÇÃO ENTRE E LOCADOR E LOCATÁRIO EXTRAJUDICIAL tentado, mediante concessões mútuas, se chegar a uma solução amigável e salutar para as partes envolvidas, na medida que estamos diante de UMA FORÇA MAIOR OU CASO FORTUITO. Recorrer ao judiciário somente em último e derradeiro caso, pois as relações contratuais devem serem preservadas juntamente com os negócios, tanto do locador como do locatário.

Abaixo segue um modelo/sugestão de carta que o Locatário poderá enviar ao seu Locador, propondo um acordo justo.

Este era o parecer.

s.m.j

Atenciosamente,

Paulo Roberto Tramontini

TRAMONTINI ADVOGADOS ASSOCIADOS

Sr(a). (Colocar o nome completo do locador)

(Endereço)

(CPF)

Eu, (Nome Completo Locatário), (qualificar), locatário (a) do imóvel situado na (Endereço do Imóvel), venho solicitar a suspensão do aluguel, nos seguintes termos:

1. Diante da pandemia causada pela COVID-19, o Prefeitura publicou o Decreto nº. XXXX em XX/XX/XXXX, determinando a suspensão dos alvarás de localizado e funcionamento de vários seguimentos, inviabilizando com que eu continue exercendo o meu trabalho, interrompendo a minha renda mensal, desde o dia XX/XX/XXXX.

2. Dessa forma, desde o dia XX/XX/XXXX o meu estabelecimento comercial está fechado, sem possibilidade de vendas e atendimentos Delivery. Estou me esforçando para pagar as contas, mas sem conseguir trabalhar há tantos dias e sem prazo para reabrir, não irei conseguir arcar com todas as minhas contas em dia, tal como sempre o fiz.

3. Em todos esses anos sempre busquei pagar o aluguel e demais encargos da locação com pontualidade, mantendo o imóvel em bom estado de conservação, tendo inclusive reformado o mesmo recentemente.

4. Em nome do nosso bom relacionamento e, considerando a grave situação financeira na qual me encontro em razão da impossibilidade de trabalhar, venho através desta solicitar a suspensão do pagamento do aluguel, pelo prazo de 3 meses, representando os aluguéis que irão vencer em abril/20, maio/20 e junho/20. Caso a Prefeitura libere o retorno das minhas atividades antes do período de X meses, retomarei ao pagamento do aluguel no mês vigente ao início das atividades.

5. Conto com sua compreensão e apoio nesse momento tão difícil.

Atenciosamente,

Local e data

Nome Completo e Assinatura

Crédito especial para associados

Sicredi lança linha de crédito para ajudar empresas a enfrentar momento de quarentena com carência de até 12 meses, além de alongar prazos daquelas que já têm crédito tomado

As empresas associadas ao Sindilojas Regional Bento já podem contar com uma nova linha de crédito criada pelo Sicredi com o objetivo de minimizar os problemas decorrentes da quarentena. O valor chega a R$ 500 mil e pode ser pago num prazo de até 60 meses com uma carência que pode chegar a 12 meses. A taxa é de 0,55% ao mês mais CDI.

Além da Linha de Crédito Emergencial, o Sicredi também está alongando prazos e concedendo carências para empresas que já tem crédito tomado. “Analisamos caso a caso para entender a capacidade, assim como a necessidade de carência que se encaixa na realidade de cada associado. Estamos bem próximos das empresas para entender a situação de cada uma e ajudar”, assegura o gerente do Sicredi Agência Bento Gonçalves, Lucas Sartoretto. As taxas podem sofrer alterações conforme as medidas governamentais avançarem.

Para o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio, esta é mais uma ferramenta que chega para ajudar a minimizar os impactos na economia gerados pelo Coronavírus. “O Sicredi tem sido um grande parceiro do Sindilojas Regional Bento, apoiando ações e, especialmente, oferecendo linhas de crédito diferenciadas para empresas associadas à entidade. Quem precisa desta ajuda deve entrar em contato e buscar uma solução personalizada para seu problema”, aconselha Amadio.

O Sicredi está operando internamente. O associado pode ligar para as agências Centro (54) 3459.9000, Cidade Alta 3449.2800 e São Roque 3449.0400, ou via whatts 51 3358.4770, das 9h às 17h. Os canais online – APP e Internet Banking – também estão disponíveis.

Como ficam férias e banco de horas em tempos de Covid-19

Acordo firmado em caráter emergencial, tem vigência de 20 de março a 20 de setembro de 2020, abrangendo empregados no comércio em Bento Gonçalves, Carlos Barbosa e Garibaldi

Em regime de urgência, o Sindilojas Regional Bento e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Bento Gonçalves (SEC-BG), assinaram na sexta-feira, 27 de março, a Convenção Coletiva Extraordinária que trata, exclusivamente, do banco de horas e das férias em razão do momento vivido diante do Coronavírus. Com vigência de 20 de março a 20 de setembro de 2020 e a data-base da categoria em 1º de março, o acordo contempla comerciários que atuam em Bento Gonçalves, Carlos Barbosa e Garibaldi.

Para o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio, a negociação é sensível ao momento vivido, trazendo maior flexibilização tanto aos lojistas quanto aos comerciários. “Estamos passando por uma crise inédita, que exige agilidade. Temos urgências que precisam de medidas a curto prazo. Aguardávamos definições favoráveis do governo federal que não se confirmaram, como a suspensão dos contratos de trabalho por quatro meses, por exemplo. Estamos acompanhando tudo de perto, analisando as necessidades e conforme cada demanda, contatamos o SEC-BG para estudar possibilidades e selar novos acordos que ajudem ambos a superar esta fase”, declara.

A Cláusula Terceira, referente ao Banco de Horas Covid-19, seguindo a Cláusula 40ª da Convenção Coletiva de Trabalho 2019/2020, estabelece que as empresas podem ampliar o prazo de compensação para até 31 de novembro de 2020. Quanto as férias, que podem ser antecipadas, fica determinado que serão de no mínimo 10 dias, podendo ser comunicadas no dia anterior sem a necessidade de formalidades, contagens especiais ou outras exigências. As férias coletivas/individuais devem ter início em segundas, terças, quartas ou quintas-feiras. Quanto ao pagamento de 1/3 das férias, o mesmo poderá ser efetuado dentro do prazo legal de vencimento, ou seja, somente quando vencer as férias, caso esse período não tenha sido completado.

Os demais itens contemplados anualmente pela Convenção Coletiva de Trabalho estão em negociação desde janeiro. Depois de receber a proposta do SEC-BG, o Sindilojas Regional Bento apresentou uma contra proposta em fevereiro. O andamento depende do fim da quarentena.

Em época de Coronavírus, como minimizar prejuízos

Sindilojas Regional Bento e Fecomércio-RS compartilham dicas essenciais para empresários driblarem crise gerada pelo Coronavírus

Empenhado em munir empresários de dicas e informações capazes de minimizar os prejuízos causados pela pandemia do Coronavírus, o Sindilojas Regional Bento, compartilha com seus associados e demais empresas sugestões levantadas por especialistas da Fecomércio-RS no sentido de preservar os negócios nesse momento de crise. Com tantas medidas provisórias e decretos sendo editados é imprescindível estar atento às iniciativas dos governos federal, estadual e municipal.

Para o presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio, é preciso criar uma rede de informação e cooperação para auxiliar cada empresário neste momento. “Especialistas da Fecomércio-RS prepararam um material rico em suporte para o negócio de cada associado. São questões que contemplam todos os setores, além de ideias de iniciativas criativas. Vale a pena conferir”, destaca. As dicas iniciam pelo diagnóstico dos custos da empresa, passando por possibilidades de negociações de aluguel, por exemplo, e finaliza com várias sugestões para bares, restaurantes, academias, escolas, lavanderias e outros negócios para reforçar laços com a clientela e com isso garantir um piso de receita. O objetivo é a minimização de prejuízos e antecipação de receitas num período de quebra repentina no caixa das empresas.

Coronavírus – Minimização de perdas

Os impactos do novo Coronavírus na economia são inevitáveis e de difícil mensuração. As ações dos governos já anunciadas buscam amenizar as perdas, mas certamente serão insuficientes. Nesse período, mais do que nunca, as empresas precisam buscar alternativas de minimização de perdas. Diferentes tipos de negócios terão alternativas distintas à disposição. Nessa avaliação é preciso tratar de questões que perpassam a todos os segmentos e, na sequência, dar ideias de iniciativas específicas para alguns segmentos. É fundamental estar atento às iniciativas dos governos federal, estadual e municipal no que se refere a diferimento e redução de tributos, bem como outras iniciativas. É importante acompanhar tais anúncios, que têm sido sucessivos. Para ajudar, relacionamos a seguir dicas dos especialistas da Federação, especialmente da economista chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo.

O que todos os segmentos precisam fazer nesse momento?

A) DIAGNÓSTICO

1) Saiba quanto custa o seu negócio: Some custos de aluguel, luz, água, telefonia e salários dos funcionários. Esse valor dará uma noção mínima do custo do seu negócio.

2) Verifique o valor de contas a pagar nos próximos 15, 30 e 60 dias.

3) Avalie sua capacidade de honrar os valores a pagar e sua capacidade de auto financiamento.

B) NEGOCIAÇÃO

1) Converse com o proprietário do imóvel onde funciona o seu negócio. Lembre-se que a negociação precisa levar em consideração as necessidades de ambas as partes. Não é interessante para o proprietário que uma crise aguda como a que vivemos o faça perder um locatário em um momento que há tantos imóveis desocupados. Negocie reduções temporárias de valores dos aluguéis e/ou postergação de pagamentos. Faça uma proposta que seja viável de você honrar.

2) Converse com fornecedores e discuta a possibilidade de alargamento de prazo.

3) Seja cauteloso na reposição de estoques, especialmente se o seu negócio não lida com itens considerados essenciais.

C) FINANCIAMENTO

1) Se o seu negócio precisar de financiamento nesse período lembre-se de que é necessário atentar-se a duas questões: o tipo de crédito tomado e as taxas de juros pactuadas. Cada tipo de crédito tem uma finalidade específica: não tome crédito caro por simples desconhecimento. Se o seu negócio precisa de capital de giro, busque uma linha de capital de giro: evite endividar-se com cheque especial e cartão de crédito. E sempre busque recursos como pessoa jurídica!

2) Cada instituição financeira é uma instituição diferente, por isso pesquise taxas. Verifique as taxas praticadas antes de tomar crédito.

3) Lembre-se de que a FEBRABAN lançou uma iniciativa envolvendo Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco, Santander e Sicredi. A princípio esses bancos estarão abertos para atender pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados. Questione a sua instituição financeira sobre essa possibilidade, destacando que Sicredi e Banrisul são credenciados ao Sindilojas Regional Bento, grandes parceiros da entidade e, por consequência, de seus associados.

4) O limite de acesso a crédito em várias instituições de crédito foi aumentado. Verifique a sua condição de crédito.

D) INICIATIVAS Um ponto que sempre ressaltamos é a importância dos cadastros de clientes. Em momentos como esse, podemos reforçar laços e com isso garantir um piso de receita. Todas as alternativas a seguir tem por objetivo a minimização de prejuízos e antecipação de receitas num período de quebra repentina de reflexo de caixa das empresas.

1) LAVANDERIAS: entre em contato com seus clientes, ofereça a alternativa de tele busca e de planos mensais de lavagem.

2) SALÕES DE BELEZA: faça campanhas nas redes sociais e junto aos seus clientes de venda de serviços antecipados com a possibilidade de uso em tempo estendido (1 ano).

3) EVENTOS, AGÊNCIAS DE TURISMO e HOTELARIA: evite os cancelamentos com devolução de recursos. Seja completamente flexível nas remarcações.

4) BARES E RESTAURANTES: além da alternativa de delivery (tele entrega), há a possibilidade de fazer entrega de “quentinhas” nas proximidades fechando pacotes para condomínios.

5) VESTUÁRIO, ACESSÓRIOS e BAZARES: aposte no Instagram e outras redes sociais, com mais tempo em casa as pessoas tendem a passar mais tempo na internet e, dados de outros países apontam para o aumento vertiginoso do comércio online.

6) LAVAGENS DE CARRO: Com a mobilidade restrita, o segmento tende a ser altamente afetado. Uma medida de mitigação à quebra do fluxo vendas seria a venda de planos trimestrais, com descontos pela antecipação de valores.

7) FERRAGENS: o tempo de ficar em casa pode ser o tempo de arrumar a casa. Monte kits de pequenos reparos e associe a vídeos do youtube de “faça você mesmo”. Envie para clientes e coloque nas suas redes. Ofereça tele entrega.

8) ESCOLAS DE IDIOMAS: há uma série de ferramentas online hoje disponíveis de forma gratuita onde é possível constituir salas de bate-papo. Essa iniciativa pode ter alta adesão em virtude do alto tempo que as pessoas ficam reclusas e sem contato social. Salientamos, que é fundamental que haja um estreitamento de laços junto aos alunos para que as mensalidades permaneçam sendo pagas.

9) ACADEMIAS: disponibilizar treinamentos específicos online para cada aluno, de modo que o aluno possa realizar em casa as atividades que garantam a manutenção do trabalho já realizado. É fundamental que haja um estreitamento de laços junto aos alunos para que as mensalidades permaneçam sendo pagas.

10) MINIMERCADOS e FARMÁCIAS: estes tipos de negócio tendem ser os que serão menos afetados, mas mesmo assim sofrerão perdas derivadas das mudanças de hábitos dos indivíduos. Ofereça tele entrega.

COMUNICADO DECRETO LEI 10.472 – CORONAVÍRUS

O fechamento do comércio, indústria e serviços em Bento Gonçalves passa a ser obrigatório a partir das 00h01min de sábado, 21 de março, devendo se estender até o dia 5 de abril. O Decreto Lei 10.472, anunciado hoje pelo prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, dispõe sobre medidas de prevenção ao contágio pelo novo Coronavírus (Covid-19). Entre as medidas mais drásticas está o fechamento de todas as empresas, mantendo somente os serviços essenciais como farmácias, postos de combustíveis, distribuidoras de gás, além de supermercados, fruteiras, padarias e confeitarias desde que não haja consumo no local. Serão aplicadas multas severas e até prisão em casos do não cumprimento. Em anexo, o texto completo do Decreto.

Permanecem autorizados a funcionar:

– Farmácias (proibida venda de Ibuprofeno)

– Mercados, açougues, fruteiras etc.

– Postos de combustíveis (exceto lojas de conveniência)

– Distribuidoras de gás, água e bebidas

– Clínicas de saúde e clínicas veterinárias

Autorizados com restrições:

– Restaurantes (somente para tele-entrega)

– Cafeterias, lanchonetes e estabelecimentos similares somente para retirada (sem poder consumir no local)

– Hotéis: novas hospedagens proibidas. Exceção é para os clientes que já estão hospedados.

Comunicado ao Comércio de Bento Gonçalves:

A pandemia do coronavírus tem exigido de todos nós, enquanto sociedade, a ágil tomada de uma série de medidas de contenção, objetivando o bem maior que é a preservação da vida. É dever de cada um seguir as orientações repassadas pelos órgãos de saúde, autoridades municipais, estaduais e federais que visam a coibir a propagação do vírus. Atentas a esse cenário, as entidades representantes do setor do comércio de Bento Gonçalves fazem aos comerciantes do município um apelo para que, neste momento de temeridade, prevaleça o bom senso.

Os estabelecimentos comerciais são soberanos para decidir sobre a manutenção ou não de suas atividades – podendo cada qual arbitrar sobre o funcionamento de seu estabelecimento: em expediente regular, em horários reduzidos ou, também, pela suspensão temporária do atendimento ao público.

Aos que optarem por manter as portas abertas, recomenda-se o rigoroso seguimento às medidas protetivas divulgadas pelos órgãos de saúde e amplamente compartilhadas pela imprensa: prática sanitárias pessoais adequadas, higienização frequente do estabelecimento, controle da circulação de pessoas no interior da loja e, de forma especial, conscientização das equipes acerca da necessidade de obedecer a essas orientações.

É fundamental, também, que os empregadores tomem as medidas cabíveis com relação a seus colaboradores. Aqueles que fazem parte do grupo de risco (acima de 60 anos e portadores de doenças que comprometem a imunidade) devem ser afastados das atividades de contato com o público ou orientados a trabalhar de forma remota – instrução que vale, também, para os egressos de viagens, que devem ser mantidos em quarentena. Da mesma forma, empregados que manifestarem sintomas relacionados ao coronavírus deve ter seu isolamento imediatamente efetivado. Assim, preserva-se a saúde do colaborador, da equipe da empresa e protege-se, também, o consumidor.

Outro apelo importante é para que os empregadores sejam sensíveis às particularidades de cada colaborador. Diversas famílias estão tendo suas rotinas alteradas em função de medidas como a paralisação de escolas, exigindo dos pais disponibilidade extra de tempo para cuidar de suas crianças, em casa. Sugerese que os empresários acessem a Convenção Coletiva de Trabalho do setor e informem-se sobre as diversas possibilidades de ajustes disponíveis para enfrentar esse cenário atípico. O documento prevê elasticidade no que diz respeito à jornada de trabalho, bem como a prática do banco de horas – recursos que podem ser acessados para que empregador e empregado tenham suas necessidades atendidas e respeitadas. O momento é de bom senso e de empatia.

As entidades representativas do comércio seguem atentas às movimentações dos governos municipal, estadual e federal, prontamente dispostas a replicar as decisões aferidas, colaborando para que seja possível superar essa pandemia alcançando nosso objetivo maior: a preservação da vida das pessoas.

Assinam esta manifestação

Câmara de Dirigentes Lojistas de Bento Gonçalves (CDL-BG)

Sindicato do Comércio Varejista de Bento Gonçalves (Sindilojas BG)

Sindicato dos Empregados do Comércio de Bento Gonçalves (SEC-BG)