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Fecomércio-RS, Fiergs e Federasul querem mudança nas regras da bandeira preta

As três federações, Fecomércio-RS, Federasul e Fiergs, juntamente com o Sebrae, formalizaram, em documento entregue ao governador Eduardo Leite, nesta quinta-feira, dia 04, um pedido de “aperfeiçoamento” das restrições impostas pela bandeira preta ao comércio varejista e atacadista e de serviços não essenciais. As entidades querem o atendimento presencial restrito e o drive-thru, seguindo os mesmos protocolos do comércio varejista e atacadista de itens considerados essenciais, como monitoramento de temperatura e testagem dos trabalhadores, além da lotação de uma pessoa, com máscara, para 8m² de área útil, que já é exigido.

Protocolada no Palácio Piratini, o texto destaca a preocupação diante do agravamento da disseminação da Covid-19 no Estado, mas questiona a eficiência do fechamento integral das atividades comerciais, citando o alto custo socioeconômico da medida e sua baixa contribuição para o combate da disseminação da doença.

O texto também destaca que as “diferenciações” de tratamento concedidos tem gerado “desequilíbrios concorrenciais graves que provocam divergências dentro do próprio setor, prejudicando a competitividade”. Os presidentes que assinam o documento, Anderson Trautman Cardoso, da Federasul, Luiz Carlos Bohn da Fecomércio-RS e Gilberto Petry, da Fiergs/Sebrae, pleiteiam que na impossibilidade de atender essa demanda, “sejam suspensos os prazos de pagamento do ICMS dos estabelecimentos comerciais varejistas e atacadistas de itens considerados não essenciais, bem como de serviços não essenciais, durante a vigência da bandeira preta, tendo em vista a restrição de suas atividades”.

Fonte: Fecomércio-RS

Fecomércio-RS envia sugestão de protocolo para bandeira preta com horários restritos e escalonados para comércio e serviços

A Fecomércio-RS enviou ao Governo do Estado, nesta segunda-feira (dia 1º/03), uma nova sugestão de protocolo para a bandeira preta, que inclui opções para a abertura do comércio e dos serviços em horário restrito e escalonado. Desta forma, ao diferenciar atividades com o descasamento de horários de abertura e fechamento ou com rodízio de funcionamento, seria possível evitar a paralisação indiscriminada das atividades, medida que tem pouca efetividade no controle da pandemia e ameaça a sobrevivência de milhares de empresas.

A entidade alerta que é urgente considerar alternativas ao protocolo atual, pois o custo das medidas tem sido desproporcionalmente alto para as micro e pequenas empresas, que são as mais prejudicadas pelas restrições em vigor. Com uma variedade menor de produtos a oferecer, os pequenos negócios têm mais dificuldade em se enquadrar na categoria “essencial”, o que agrava as disparidades econômicas sem um impacto verificável no controle da pandemia.

Outros dois pedidos, já parcialmente atendidos no ano passado, foram encaminhados ao governador Eduardo Leite: a permissão para que as empresas possam abrir para receber pagamentos de carnês, já que muitas compras foram parceladas nessa modalidade, e a postergação da cobrança de tributos estaduais.

Fonte: Fecomércio-RS

Fecomércio-RS avalia: vacinação é condição necessária para a retomada continuar

Com o início da vacinação contra a COVID-19, a Assessoria Econômica da Fecomércio-RS avalia os impactos da imunização na retomada econômica, destacando o que se espera com o avanço da vacinação e sua importância para a continuidade da recuperação da atividade. A assessoria destaca que o ano de 2021 começou com um novo agravamento da pandemia, programas para manutenção do emprego e auxílio emergencial do governo encerrados, inflação pressionada e incerteza sobre os rumos das contas públicas, bem como do ritmo da retomada do mercado de trabalho. “A forma como a dinâmica da retomada vai continuar depende em grande medida do controle da crise sanitária e, portanto, de como evoluirá a vacinação no país, uma vez que esse é o fator que permitirá avançarmos de forma consistente no reestabelecimento das condições para que a economia possa ganhar força”, afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Conforme a análise, o impacto da vacinação sobre a atividade econômica não é imediato. Sua influência se dá à medida que permite uma maior circulação e aglomeração de pessoas. A imunização dos grupos mais suscetíveis e com maior risco deve diminuir a pressão do sistema de saúde, fator que deve permitir novas flexibilizações para o funcionamento da economia, contribuindo para a retomada gradual. O processo bem-sucedido e efetivo também tem efeito sobre a percepção de famílias e empresas quanto à perspectiva de resolução da pandemia, dando suporte à confiança para consumir e investir.

“A vacina vai ser a cura da economia”, diz presidente Luiz Carlos Bohn.

A continuidade da recuperação deverá ganhar força à medida que avança a cobertura da imunização da população adulta, com efeito sobre a percepção de segurança das pessoas para demandar serviços que dependem de maior contato pessoal e aglomeração de pessoas associados ao lazer, que envolve viagens, eventos, etc. O setor de Serviços ainda não retomou os níveis anteriores a COVID-19, conforme apontam os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (IBGE): serviços prestados às famílias ainda estavam, em novembro, 25,5% distantes do patamar pré-pandemia; transporte aéreo, por sua vez, se encontrava 38,5% abaixo do patamar de fevereiro de 2020.

Como é fato amplamente divulgado, o processo de imunização no país, recém iniciado, tem sido dependente de importações, tanto das vacinas, quanto de insumos. Por enquanto não há autonomia na produção das doses, o que condiciona o ritmo do programa de vacinação ao cronograma do recebimento das vacinas e insumos, bem como ao esforço para a contratação de número de doses suficientes para imunizar a população. Outro ponto relevante será a adesão da população ao processo de vacinação. A vacinação só é efetiva se tivermos um expressivo número de pessoas vacinadas.

Na avaliação da Assessoria Econômica da Fecomércio-RS, diante da reduzida cobertura vacinal que deveremos ter no curto prazo, a manutenção de medidas de distanciamento social deverá prevalecer, o que, num ambiente econômico sem a presença de mecanismos de sustentação do consumo e da atividade econômica, deverá repercutir num ritmo mais lento de recuperação da economia no primeiro semestre do ano. A Assessoria Econômica também destaca a presença de relevantes incertezas relacionadas às novas variantes do vírus identificadas no que diz respeito à intensidade da circulação em território nacional, sua capacidade de transmissão e letalidade, bem como em relação à eficácia das vacinas aprovadas sobre essas variações do vírus. “Diante desse cenário, se torna ainda mais relevante a maior cobertura vacinal possível de forma a conter a proliferação de novas cepas dos vírus. Precisamos continuar combatendo, com responsabilidade, e todos juntos – empresas, famílias e governo – os efeitos dessa crise. A vacina vai ser a cura da economia”, finalizou o presidente Luiz Carlos Bohn.

 

Fonte: Fecomércio-RS

Fecomércio-RS sugere ao governador Eduardo Leite postergar envio de PL relativo ao Piso Regional

A Fecomércio-RS enviou um ofício ao governador Eduardo Leite com sugestões a respeito do projeto de lei que prevê reajustes no Piso Regional, pauta que costuma ser enviada para apreciação da Assembleia Legislativa no primeiro trimestre de cada ano. A Federação solicita que o assunto volte a ser discutido apenas no segundo semestre de 2021, dando assim às empresas fôlego para enfrentar os graves prejuízos acumulados devido à pandemia do coronavírus. Além disso, o documento sugere que a data-base de vigência seja postergada, também para o segundo semestre, evitando desta forma pagamentos cumulativos.

 

A entidade que representa o setor terciário alerta que as empresas que tiveram de fechar as portas ou reduzir serviços e ainda sofrem com restrições de ocupação necessitam de oferta de crédito e de alternativas de diminuição de custos para evitar demissões. A medida de postergar o envio do projeto de lei colaboraria para frear o aumento das despesas: “O combate à pandemia exige esforços de todos. Muitos segmentos tiveram suas atividades totalmente paralisadas durante este período. Aqueles que ainda sobrevivem comprometeram grande parte do seu capital para evitar o fechamento. Em que pese impopular, essa medida é um alívio, ainda que insuficiente, para diversas empresas que, no curto prazo, não vislumbram perspectivas de resultados positivos em suas atividades”, esclarece o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

 

Em 2020, a Fecomércio-RS realizou diversas ações de sensibilização entre os deputados gaúchos para evitar um aumento de 4,5% do Piso Regional, conforme previsto no PL 35/2020, encaminhado à Assembleia antes da pandemia. Uma emenda alterou o percentual para 0%, permitindo assim que o projeto fosse aprovado sem comprometer a recuperação da economia. O piso regional é composto por cinco faixas salariais, que variam entre R$ 1.237,15 e R$ 1.567,81.

 

Fonte: Fecomércio-RS

FGV: recuo da confiança empresarial consolida tendência de desaceleração da atividade econômica

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) recuou 2,2 pontos em janeiro, para 93,0 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICE mantém a tendência de queda iniciada no mês passado e recua 1,4 ponto no mês.

“O recuo mais intenso da confiança empresarial em janeiro sinaliza a consolidação da tendência de desaceleração da atividade econômica esboçada no mês anterior. O índice que mede a situação atual dos negócios (ISA) caiu de forma consistente pela primeira vez desde abril passado e o índice de que mede as expectativas em relação aos meses seguintes (IE) recuou pelo quarto mês seguido. Até a Indústria, que vinha sustentando ótimos resultados, sinaliza alguma desaceleração para o restante do primeiro trimestre. No extremo oposto, o Setor de Serviços continua com dificuldades para reagir e volta a registrar o menor nível de confiança entre os quatro setores pesquisados pelo FGV IBRE”, avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas do FGV IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) cedeu pela segunda vez, agora em 2,7 pontos, para 95,1 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) recuou 0,6 ponto, na quarta queda consecutiva, para 93,7 pontos.

Após avançarem no mês anterior, os indicadores que medem o otimismo em relação à evolução da Demanda nos três meses seguintes e da Tendência dos Negócios nos seis meses seguintes, iniciaram 2021 recuando 4,0 e 0,1 pts, respectivamente. O indicador de Emprego Previsto (três meses) também recuou em janeiro, em 1,7 ponto.

A confiança de todos os setores que integram o ICE recuou em janeiro. A Indústria, que vinha de oito altas consecutivas, recuou 3,6 pontos no mês, com quedas semelhantes dos indicadores de situação atual e de expectativas. Após um repique positivo no mês anterior, a confiança do setor de Serviços e da Construção voltam a ceder, também com quedas nos dois horizontes de tempo da pesquisa. Apenas a confiança do Comércio, teve recuo motivado inteiramente pela piora da situação presente.

Difusão da Confiança

Em janeiro, a confiança empresarial avançou em 43% dos 49 segmentos integrantes do ICE, um recuo da disseminação frente aos 55% do mês passado. Após ter a maior proporção de segmentos em alta no mês anterior, a Indústria tem o pior resultado entre os setores em janeiro, com disseminação de alta da confiança inferior a 30%.

FONTE: FGV e Fecomércio-RS

Inflação desacelera em janeiro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,25% em janeiro de 2021 depois de ter avançado 1,35 % no mês anterior, conforme divulgado pelo IBGE. No mês de janeiro de 2020, a taxa havia sido de 0,21%. Assim, a inflação acumulada em 12 meses foi de 4,56%. O resultado de janeiro foi o menor desde agosto de 2020 (0,24%).

Entre os nove grupos que compõe o índice, sete tiveram alta (o grupo comunicação apresentou estabilidade, 0,02%). Os maiores impactos vieram, novamente, de Alimentos e Bebidas (1,25%), e Transportes (0,41%), apesar da desaceleração de ambos no mês. Dos Alimentos e bebidas, a alta nos preços da alimentação no domicílio foi de 1,06%. Os subgrupos frutas (2,67%) e carnes (-0,08%) foram os que mais contribuíram para a desaceleração mensal do grupo. Nos transportes também houve alta com desaceleração, tendo o índice variado 0,41%. Essa desaceleração se deveu, em grande medida, ao subgrupo passagens áreas (-19,9%). Os combustíveis, por sua vez, apresentaram alta de 2,13%, com destaque para a gasolina (2,17%) e óleo diesel (2,60%).  Os grupos de habitação e artigos de residência apresentaram respectivamente queda de 1,07% e alta de 0,86%.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), o IPCA teve variação de 0,25% em janeiro, resultado que sucede uma alta de 1,85% em dezembro. Entre os nove grupos, seis tiveram aumento com maiores impactos nos grupos de Alimentação e bebidas (0,65%; 0,14 p.p.), Artigos para residência (1,01%; 0,04 p.p.) e Transportes (0,84%; 0,17 p.p.); nas quedas, destaque para Habitação (-1,05%; -0,16 p.p.) e Vestuário (-0,67%; -0,03 p.p.)

No que diz respeito ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em outubro, sua variação no país foi de 0,27%, acumulando alta de 5,53 % em 12 meses. Na RMPA, o INPC teve variação de 0,29%, com variação acumulada de 5,25% em 12 meses.

O resultado do mês e janeiro não surpreendeu. Era esperado uma maior acomodação da inflação no mês de janeiro. Ainda assim, é esperado que a inflação acumulada em doze meses persista em alta até meados do ano, quando deverá passar por uma desaceleração paulatina. O Boletim Focus de 05/02/2021 prévia que a inflação encerre 2021 em 3,60%, ainda inferior à meta de 3,75% definida para o ano.

Fonte: Fecomércio-RS

NRF 2021: Como atender aos desejos dos consumidores pelos simples prazeres da vida

No quarto dia de programação online da NRF 2021, que aconteceu no dia 19, a palestra de abertura reuniu executivos de áreas de consumo diferentes, para abordar o atendimento aos desejos dos clientes que buscam agrado em dois tópicos considerados simples: seus pets e sua alimentação. Os entrevistados foram Sumit Singh, CEO da Chewy Inc., uma das maiores pet shops online do mundo, e Claudia San Pedro, presidente do Sonic Drive-In, rede americana de restaurantes fast-food drive-in.

Singh atribui boa parte do sucesso da empresa em entender os clientes a uma questão básica: liderança. “Você lidera com autenticidade. Empoderamos nossa equipe para fazer a coisa certa. Não importa de onde trabalhamos, seguimos conectados. Então, acho que o resumo é focar nas pessoas, focar nos clientes e liderar pelo exemplo”, comentou.

Para ele, muitos anos de crescimento previstos para o varejo foram comprimidos em três trimestres de 2020. “Por exemplo, percebemos a demanda e criamos uma solução para oferecer atendimento veterinário a distância, o que estaria em nosso roadmap daqui dois anos. É claro que estávamos em uma situação de stress. Mas tínhamos duas opções: ou parar tudo por pânico ou dobrar nossos esforços para desenvolver a empresa”, reforçou o CEO.

Uma tendência citada foi a de um cliente que não esperou as datas comemorativas para comprar, se antecipou a elas, aproveitando oportunidades ao longo de todo ano, e preferiu isso. Em resumo, a Chewy se dedicou a ouvir o público interno e externo, com liderança e foco no cliente. Nesse sentido, Singh deixou uma dica aos varejistas: “more dentro dos detalhes, conheça seus clientes. Poucos líderes conseguem se antecipar aos seus clientes e oferecer algo que ele ainda nem sabe que precisa. Outra questão é ouvir os clientes de perto, entender para inovar e entregar o que eles precisam. Receber os retornos dos clientes para descobrir os defeitos da empresa e ver se estamos trabalhando nisso, se estamos resolvendo, se isso nos afasta do nosso objetivo. Quando não prestamos atenção nos clientes, eles buscam alguém que esteja fazendo um trabalho melhor do que nós”.

Ainda mais conveniência
No caso da Sonic Drive-in, os desafios moravam na jornada do consumidor. Embora já acostumados ao modelo drive-in, ainda buscavam opções mais seguras para fazer o pedido e retirar seus lanches.

“Fizemos muitas pesquisas com consumidores e cruzamos com os dados de mercado. Precisávamos entender o que significava segurança e saúde para eles. Então, o que digo é que estamos tomando as melhores decisões hoje baseados nas melhores informações que temos hoje. E no dia seguinte as coisas podem mudar. Estamos aprendendo em tempo real”, contou Claudia.

A executiva entende que esse é o grande aprendizado de 2020: a empresa precisa estar disposta a redefinir seus indicadores de sucesso e repriorizar suas ações. Tudo o que já consideramos aprendido, precisamos rever. Focar naquilo que era básico e importante. Precisamos manter as conveniências de pedido em qualquer lugar, de disponibilidade para o cliente, são essas questões que vão manter a sua fidelidade”, concluiu.

NRF 2021
O primeiro capítulo da NRF 2021, totalmente online, aconteceu nos dias 12, 13, 14, 19, 21 e 22 de janeiro.

 

Fonte: Fecomércio-RS

Fecomércio-RS e Sindicatos Empresariais atuam para reduzir impostos que oneram empresas e consumidores

A partir de 1º de abril, uma mudança na legislação tributária, muito aguardada pelas empresas gaúchas e resultado de reivindicações pela Fecomércio-RS e pelos Sindicatos Empresariais filiados, passará a ter efeito. Trata-se do fim da cobrança do diferencial de alíquotas de ICMS (Difal) para produtos adquiridos em outros estados pelas empresas do Simples Nacional. A Lei 15.576/20, decorrente da aprovação do PL 246/2020 em dezembro, contempla as aquisições com diferença de até 6% e ampliará a competitividade para micro e pequenas empresas do varejo, que estão entre as mais afetadas pelo imposto que está sendo cobrado de todos os setores há mais de uma década.

A extinção do chamado imposto de fronteira a partir de abril terá um impacto de redução de carga tributária superior a R$ 300 milhões neste ano, estima a Fecomércio-RS, podendo chegar a R$ 410 milhões em períodos de 12 meses. Para os produtos importados, a vantagem será um novo regime de importação, semelhante ao que já ocorre em Santa Catarina, onde não vai se pagar ICMS no desembaraço e sim na venda dentro do Estado do Rio Grande do Sul.

As negociações e medidas de sensibilização para a mudança pela via parlamentar não foram os únicos recursos empregados pela Federação para reduzir a incidência do imposto de fronteira. Tramita no Supremo Tribunal Federal, desde 2016, o Recurso Extraordinário 970.821 que pede o reconhecimento da inconstitucionalidade da cobrança do Difal para empresas optantes pelo Simples Nacional, ação na qual a Fecomércio-RS atua na qualidade de amicus curiae. O julgamento, que até agora conta com 4 votos favoráveis à reivindicação da entidade e 1 voto contrário, está paralisado por pedido de vistas e deve ser retomado ainda em 2021. Se declarada a inconstitucionalidade da cobrança, as empresas que já contestaram judicialmente o imposto podem pleitear o retorno dos valores pagos por até cinco anos retroativamente.

As empresas que optam pelo Simples Nacional serão impactadas ainda por reduções tributárias em outras operações que constam da nova legislação, uma economia adicional estimada em R$ 200 milhões: “Essas mudanças devem elevar a competitividade das empresas e contribuir para a manutenção de empregos após um ano de muitas perdas. A curto prazo, pode parecer que o Estado está perdendo receita, mas a médio e longo prazo essas reduções geram crescimento, manutenção e criação de empresas, gerando assim novas oportunidades de arrecadação”, afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A Fecomércio-RS e os Sindicatos Filiados seguem realizando recomendações a parlamentares e ao Executivo no sentido de enxugar a carga tributária e fomentar o desenvolvimento, solicitando a extinção completa do Difal, inclusive para mercadorias estrangeiras que entram no Rio Grande do Sul através de outros estados, e a retomada dos descontos do Simples Gaúcho.

 

Fonte: Fecomércio-RS

Variação de -0,1% aponta acomodação nas vendas no Varejo em novembro

Em novembro, o volume de vendas do Varejo Restrito brasileiro teve variação de -0,1% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, frente ao mês de novembro de 2019, o índice de volume de vendas teve avanço de 3,4%. No acumulado em 12 meses, o indicador apresentou alta de 1,3%. A amostra da pesquisa consiste em empresas com mais de 20 pessoas ocupadas.

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve queda de 0,6%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de outubro do ano passado, houve retração de 2,2%. Com esses resultados, o acumulado em 12 meses foi de queda de 1,2%.

No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, foi verificada alta de 0,6% ante o mês anterior para o Brasil (BR) e baixa de 1,0% para o RS. Em relação a novembro de 2019, a alta foi de 4,0% no ampliado do país, enquanto no caso gaúcho houve queda de 3,7%, após dois meses de alta. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado em 12 meses -1,3% no país, e queda de 4,4% no Rio Grande do Sul.

Analisando o Varejo Restrito gaúcho em comparação com o mesmo mês do ano anterior, apenas dois segmentos não tiveram quedas: Móveis e eletrodomésticos (10,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (15,4%). Hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e interromperam a sequência de altas ao recuar 4,4% e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,8%) voltaram a cair após dois meses de elevação, sinalizando um resultado fraco para o segmento das vendas na Black Friday. Tecidos, vestuário e calçados voltaram a ampliar as quedas, marcando -16,3% (-7,1% em outubro). Também seguiram em contração; Combustíveis e lubrificantes (-5,8%) e Equipamento e materiais para escritório (-39,4%). No Varejo Ampliado, a atividade de veículos, motos, partes e peças manteve o patamar das perdas em -18,3%, enquanto no segmento de materiais de construção se sustentou a trajetória altista, marcando 19,2%, sétima alta seguida.

Os resultados da PMC de novembro apontam para a interrupção da sequência de altas mensais do volume de vendas no Comércio tanto no Brasil quanto para o RS; no estado, além de interromper, houve pequena queda. Na comparação interanual, porém, enquanto o comércio no país perdeu força, mas seguiu avançando, o volume operado no estado foi menor que em novembro de 2020. A maior influência para esse resultado vem do varejo de alimentos, segmento com maior peso na pesquisa, que registrou queda após sucessivas altas ao longo de 2020, refletindo provavelmente o impacto da alta nos preços dos alimentos e da redução da renda disponível com a redução no valor do auxílio emergencial. Para os próximos meses, ao mesmo tempo em que esses fatores devem seguir influenciando negativamente o consumo de bens sensíveis à renda, por outro lado, as condições de crédito, assim como a poupança circunstancial das famílias de maior renda, podem contribuir positivamente com as vendas.

 

Fonte: Fecomércio-RS

Senac Bento Gonçalves inscreve para curso de Garçom gratuito

Inscrições acontecem até o dia 30 de janeiro
O Senac Bento Gonçalves está com inscrições abertas, até o dia 30 de janeiro, para o curso de Garçom ofertado por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG). Com 240 horas, o curso terá aulas a partir do dia 16 de março e encontros nas terças, quartas e quintas-feiras. O curso tem como pré-requisito idade mínima de 16 anos e Ensino Fundamental completo, sendo voltado para pessoas cuja renda familiar per capita mensal não ultrapasse dois salários mínimos federal.
As inscrições para o processo são por ordem de chegada no Senac Bento Gonçalves (rua Saldanha Marinho, 820 – Centro), mas para ter acesso a uma vaga é necessário atender os pré-requisitos. A lista dos classificados também será divulgada no Senac Bento Gonçalves, a partir do dia 8 de fevereiro.
De acordo com a diretora da escola, Rosângela Jardim, a oferta do curso de Garçom vai ao encontro da demanda da região, que tem a Gastronomia como um dos setores principais. “A demanda por profissionais qualificados é característica de vários estabelecimentos como hotéis, bares e restaurantes. Além de promover a inclusão no mercado de trabalho, o curso de Garçom atende a essa necessidade”, coloca a diretora.
Sobre o curso de Garçom do Senac Bento
A formação prepara o profissional para recepcionar e acolher o cliente, registrar pedidos e orientar escolhas, servir alimentos e bebidas, realizar o mise en place (preparação do ambiente) e desenvolver técnicas e rotinas operacionais dos serviços de restaurantes, bares e similares. Para isso, são trabalhados temas como relações interpessoais; matemática básica; princípios do turismo, segurança na manipulação de alimentos; nutrição e gastronomia, entre outros temas.
A ação tem o apoio do Sindilojas Regional Bento.