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Fecomércio-RS

MP DESTINA R$ 10 BILHÕES AO BNDES PARA VIABILIZAR CRÉDITO A MICROEMPRESÁRIOS NA PANDEMIA

O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional, na quinta-feira (24/09), a Medida Provisória (MP) nº 1002/20, que destina crédito extraordinário de R$ 10 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e autoriza a emissão de títulos públicos nesse montante.

O dinheiro deverá viabilizar operações de crédito para microempresários por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) Maquininhas (Lei nº 14.042/20). O programa foi criado por iniciativa dos deputados após negociação com o governo.

O Peac-Maquininhas oferecerá empréstimo a microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte que tenham realizado vendas por meio de cartões eletrônicos e ofereçam como garantia valores a receber de clientes no futuro.

Com vigência até o fim deste ano, a ideia é fortalecer esse segmento empresarial e combater os efeitos econômicos negativos em decorrência da pandemia da Covid-19. Em virtude da crise sanitária, o Congresso Nacional reconheceu estado de calamidade pública no País.

 

Tramitação

Conforme o Ato Conjunto 1/20 das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, as Medidas Provisórias (MPs) que tratam de crédito extraordinário deverão seguir um rito sumário durante a pandemia.

Assim, inicialmente a MP nº 1002 deverá ser examinada diretamente no Plenário da Câmara, sem passar antes por uma comissão mista.

Como esse mesmo ato também faculta a cada Casa dispor sobre procedimentos adicionais, o Senado, por determinação do presidente Davi Alcolumbre (Democratas-AP), não pretende votar MPs de crédito extraordinário destinadas ao combate à Covid-19.

Segundo Alcolumbre, a execução dessas despesas por meio de créditos extraordinários independe da aprovação de parlamentares.

 

Fonte: Agência Câmara

 

LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD) ENTRA EM VIGOR

A Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor na sexta-feira (18/09). É um marco legal que regulamenta o uso, a proteção e a transferência de dados pessoais no Brasil. A LGPD (Lei 13.709, de 2018) garante maior controle dos cidadãos sobre suas informações pessoais, exigindo consentimento explícito para coleta e uso dos dados e obriga a oferta de opções para o usuário visualizar, corrigir e excluir esses dados.

A LGPD teve origem no PLC 53/2018, aprovado por unanimidade e em regime de urgência pelo Plenário do Senado em julho de 2018. O texto é aplicável mesmo a empresas com sede no exterior, desde que a operação de tratamento de dados seja realizada no território nacional. A sanção foi feita pelo então presidente da República Michel Temer em agosto de 2018.

A lei também proíbe, entre outras coisas, o tratamento dos dados pessoais para a prática de discriminação ilícita ou abusiva. Esse tratamento é o cruzamento de informações de uma pessoa específica ou de um grupo para subsidiar decisões comerciais (perfil de consumo para divulgação de ofertas de bens ou serviços, por exemplo), políticas públicas ou atuação de órgão público.

A LGPD ainda determina punição para infrações, de advertência a multa diária de até R$ 50 milhões, além de proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70,5% dos domicílios estavam conectados à rede em 2017. Em 92,7% das residências, pelo menos um morador possuía telefone celular, enquanto o telefone fixo era encontrado em apenas 32,1% — um sinal de queda na privacidade.

Com o crescimento do acesso à internet via telefone celular, de 60,3% dos domicílios em 2016 para 69% em 2017, cresce também a utilização desse instrumento para compras, pagamentos e homologações, além de navegação pelas redes sociais. Logo, o consumidor fica mais exposto ao fornecer número de CPF, telefone, endereço e outros dados pessoais, que podem ser utilizados de forma inadequada. A LGPD garante ao titular dos dados a possibilidade de verificar as condições de segurança oferecidas por quem os coletou por meio da exigência de um relatório.

Criança e adolescente

A lei tem regras específicas para a interação de aplicações da internet com crianças e adolescentes, que se baseiam nos mesmos princípios gerais da necessidade e da compatibilidade. Se o menor de idade entra na rede para jogar palavras cruzadas, dele não se poderá pedir, por exemplo, que forneça acesso à lista de contatos, à localização, à câmera e ao microfone. O sigilo de alguns dados dos pais poderá ser quebrado para alertá-los sobre contatos inconvenientes na web.

A entrada em vigor da LGPD nesta sexta-feira (18) ocorreu devido à aprovação pelo Senado da MP 959/2020 (PLV 34/2020) no final de agosto. O texto original da medida previa o adiamento da vigência da LGPD para o fim do período de calamidade pública, conforme estabelecido no artigo 4º do PLV. Contudo, em atendimento à questão de ordem e a solicitações de lideranças partidárias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou a prejudicialidade desse dispositivo, que passou a ser considerado “não escrito” no projeto, transformado na Lei 14.058, de 2020. Davi lembrou que, em maio, o Senado aprovou destaque do PDT e do MDB que mantinha a vigência da LGPD para agosto de 2020.

Não há previsão de nenhuma penalidade a empresas e pessoas quanto à entrada em vigor da LGPD. A Lei 14.010, de 2020 adiou de 1º de janeiro de 2021 para 1º de agosto de 2021 a vigência das sanções que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), ainda pendente de instalação, pode aplicar nos órgãos, entidades e empresas que lidam com o tratamento de dados.

O governo federal já aprovou a estrutura regimental e o quadro de cargos da ANPD, mas a nomeação do Conselho Diretor e do diretor-presidente terão de passar pela aprovação do Senado.

Fonte: Agência Senado

ENTIDADES EMPRESARIAIS ELABORAM CARTA CONJUNTA PARA ALERTAR ASSEMBLEIA SOBRE PROJETO QUE PREVÊ REAJUSTE SALARIAL EM MEIO À CRISE

Divulgação Fecomércio-RS

 

Fecomércio-RS, FIERGS e Farsul temem que aumento do Piso Regional agrave ainda mais o desemprego no Rio Grande do Sul

Em uma tentativa de sensibilizar os parlamentares gaúchos para as consequências no caso de aprovação do PL 35/2020, que prevê o reajuste do Salário Mínimo Regional, a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) elaboraram uma carta conjunta destinada à Assembleia Legislativa. No documento, as federações alertam que o aumento de 4,5% comprometeria os esforços para retomada do desenvolvimento no estado e agravaria o quadro de desemprego e queda na renda em meio a uma crise que já provocou o fechamento de 130 mil postos de trabalho e a redução ou suspensão temporária de 596 mil contratos, apenas no RS.

As entidades empresariais ponderam que o reajuste do Piso Regional, que seria aplicado retroativamente a fevereiro, ocasionaria o custo de um funcionário a mais a cada 2,5 trabalhadores. Além de pressionar as empresas que já enfrentam graves dificuldades, o aumento colocaria em risco os empregos de pessoas de renda mais baixa, como os trabalhadores domésticos. O texto lembra ainda que apenas cinco estados brasileiros contam com um piso regional, sendo o Rio Grande do Sul aquele que teve o maior reajuste acumulado de 2010 a 2019, com incremento de 126,3% no período.

De autoria do Poder Executivo, o PL 35/2020 estabelece um reajuste de 4,5% ao piso salarial regional, que é dividido em cinco faixas. Se aprovado, o Mínimo Regional chegaria a R$ 1.638,36 na categoria mais alta.

SISTEMA FECOMÉRCIO-RS/SESC/SENAC ENTREGA EXTENSORES DE MÁSCARAS PARA OS GAÚCHOS

Para melhorar a rotina do uso da máscara, uma alternativa foi criada: extensores. A Fecomércio-RS/Sesc/Senac e Sindilojas distribuíram o material para os comerciantes com o intuito de ajudar a diminuir o desconforto que os elásticos causam nas orelhas.

COMISSÃO SETORIAL DO COMÉRCIO VAREJISTA DISCUTE OS IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA ESTADUAL PARA O VAREJO DE BENS NÃO-ALIMENTÍCIOS

Divulgação Fecomércio-RS

Os pontos positivos da Reforma Tributária Estadual foram os temas discutidos na tarde desta quinta-feira, 10, durante reunião da Comissão Setorial do Comércio Varejista. Na oportunidade, a economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, explanou sobre a Reforma, com foco nos impactos diretos e indiretos sobre o varejo de bens não-alimentícios.

A economista comentou que a reforma está sendo proposta como um mecanismo do governo evitar a perda de receitas que seria gerada pela extinção automática das alíquotas majoradas em 31/12/2020. Durante sua fala, Patrícia abordou os principais pontos discutidos no texto apresentado na Assembleia Legislativa e que deve ser votado até 30/09. Segundo a economista, a proposta mantém a carga tributária global, mas promove uma grande realocação da carga entre bases de incidência, tirando tributação sobre consumo e passando para o patrimônio, bem como uma redistribuição da tributação do consumo. “Alguns produtos ganham carga com a reforma e outros perdem. No caso do varejo de bens não-alimentícios, a reforma promove uma desoneração da atividade”, destaca a economista.

O coordenador da Comissão e vice-presidente da Federação, Gilmar Bazanella, destacou a necessidade de olhar com mais profundidade os impactos da proposta, enfatizando que a mudança nos tributos é positiva, pois “se o consumidor tiver menos impostos ele também terá mais recursos, e esses fatores aumentam o poder de compra”, acrescenta Bazanella.

Ao longo da conversa, os participantes puderam discutir os pontos abordados, destacando os impactos para o setor, bem como a atuação da Federação junto o governo estadual. Por fim, o Pronampe – Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, e a dificuldade em conseguir financiamento também foi motivo de debate entre os integrantes.
A próxima reunião da Comissão Setorial do Comércio Varejista está marcada para o dia 5 de novembro, às 13h.

Comissão de Combate à Informalidade realiza reunião on-line com integrantes do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e do Grupo de Proteção à Marca

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (9), a reunião da Comissão de Combate à Informalidade (CCI) da Fecomércio-RS. Coordenado pelo vice-presidente Daniel Amadio, o encontro foi realizado de forma on-line e contou com a presença do secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), Guilherme Vargas da Costa, o assessor jurídico do Grupo de Proteção à Marca (BPG), Luiz Claudio Garé, demais integrantes da CCI e representantes da Federação.
Ao longo de sua fala, o secretário-executivo do CNCP, Guilherme Vargas da Costa, tratou de acordos que estão sendo tocados pelo Conselho, como os guias de orientação para o mercado publicitário, com objetivo de alertar e retirar do ar publicidade de sites ilegais e com conteúdo protegido; guia para plataformas de comercio eletrônico, material para que as plataformas possam adotar medidas ativas de combate à pirataria, servindo de subsídio para que a lei possa ser aplicada de uma forma mais eficiente; e o guia para meios de pagamento, que funciona como um alerta, onde a CNCP recebe as denúncias para saber se o site está violando os direitos de propriedade intelectual.
“Quando falamos em comércio eletrônico e os limites da internet, é tudo muito novo. Esses materiais que foram desenvolvidos são uma iniciativa pioneira no país, com o objetivo de criar um padrão mínimo, ajudando na diminuição da pirataria em meio digital e servindo para controlar e regulamentar as leis, ajudando plataformas e sites de vendas, uma vez que esses canais precisam saber que estão inseridos na cadeia de comércio e fornecimento”, destaca Costa.
O próximo passo é saber como está sendo o uso desses guias, disseminar as aplicações concretas e captar boas práticas. “Faremos workshops para avaliar a efetividade desses materiais e avaliar a necessidade de uma regulamentação para a diminuir a pirataria no meio digital”, finaliza.
Dando continuidade ao encontro, o assessor jurídico do Grupo de Proteção à Marca (BPG), Luiz Claudio Garé, apresentou o trabalho realizado pela BPG, campanhas vigentes, bem como as principais rotas dos produtos falsificados, dando destaque para a importância do trabalho desenvolvido de combate à pirataria. “Com a pandemia, a ilegalidade só aumenta, pois ela aproveita da diminuição do poder aquisitivo da população para fazer com que as pessoas comprem por meios ilegais”.
Garé também falou das perdas que o país tem com relação aos produtos falsificados. “Nossa economia precisa se recuperar da crise e é importante enfatizar que é o produto original que vai fazer a economia se levantar, uma vez que a venda de produtos falsos está associada à criminalidade. Falsificação alimenta associações criminosas e o custo para combater a criminalidade é alto”, destaca.

Finalizando o encontro, a gerente do Núcleo Jurídico Tributário da Fecomércio-RS, Tatiane Correa, e o assessor parlamentar, Adriano Beuren, falaram sobre a atuação da Federação na Reforma Tributária estadual e ao Projeto de Lei 15/2020, que Institui o Conselho Estadual de Combate à Informalidade – CECOI no Rio Grande do Sul. “A Federação já vem trabalhando há algum tempo para tentar melhorias no texto da Reforma. Alguns pontos são positivos, como a transferência de tributação e a diminuição da carga tributária interna. Esta semana, teremos uma nova conversa com o governo e certamente teremos novidades nessas negociações”, finaliza Tatiane.

NOVO APLICATIVO DO GOVERNO ESTADUAL PROMETE SIMPLIFICAÇÃO NA EMISSÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS

Divulgação Procergs

Na última quarta-feira (2/9), foi lançado o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), que visa simplificar a emissão de documentos fiscais eletrônicos no Brasil. O projeto é fruto da parceria entre SEFAZ-RS, Procergs e Sebrae Nacional, e pretende transformar digitalmente a área da administração tributária.
O ponto de partida do projeto é a utilização pelos transportadores autônomos de carga, que poderão solicitar emissão de documentos fiscais de forma digital, em situações de prestação de serviço de transporte rodoviário. A emissão do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) serão feitas pelo aplicativo, que coletará todas as informações necessárias para tais procedimentos.

As próximas etapas do projeto consistem na implantação junto aos produtores rurais e micro e pequeno varejo, visando a emissão de NF-e em saídas internas de legumes, frutas e verduras de produtor primário e destinadas a contribuinte do ICMS ou no fornecimento de insumos para a preparação de merenda escolar.

Para situações de emissão de NFC-e quando em venda presencial a consumidor final, pretende-se a conclusão até o primeiro semestre de 2021.

O governo estadual pretende fomentar a formalização, o desenvolvimento econômico, a melhora na competitividade e a redução da burocracia e custos, com a criação do NFF, que busca trazer a simplificação ao máximo no cumprimento de obrigações acessórias.

Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

VENDAS DA INDÚSTRIA, ATACADO E VAREJO REGISTRAM VARIAÇÃO POSITIVA PELA SEGUNDA QUINZENA CONSECUTIVA, APONTA BOLETIM DA RECEITA ESTADUAL

Divulgação

A Receita Estadual publicou hoje (26/8) a 22ª edição do boletim sobre os impactos da Covid-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Estado. As análises indicam variação positiva nas vendas da Indústria, do Atacado e do Varejo pela segunda quinzena consecutiva, em comparação a períodos equivalentes de 2019, refletindo o movimento de retomada das atividades. A publicação com os principais indicadores econômico-fiscais do Rio Grande do Sul está disponível no site da Secretaria da Fazenda e no Receita Dados (portal de transparência da Receita Estadual).

A Indústria apresentou indicador de +12,5% entre 8 e 21 de agosto. Essa é a quarta quinzena seguida de variação positiva na atividade. Entre os 19 setores industriais analisados, a quantidade de “ganhadores” (cuja variação é positiva comparando com a quinzena equivalente do ano anterior) foi de 17, restando apenas dois setores com variações negativas – melhor cenário desde o início da crise. Entretanto, no acumulado do período de análise do Boletim, entre 16 de março e 21 de agosto, a atividade industrial ainda acumula queda de -6,6%.

O Atacado manteve mais uma vez patamares positivos, com índice de +3,0%. Os principais destaques da quinzena foram os setores de “Material de Construção” (+40,7%), “Metalmecânico” (+17,6%) e “Insumos Agropecuários” (+16,0%). Com isso, o segmento atacadista tem ganho acumulado de +3,5% desde o início da pandemia.

A atividade varejista, por sua vez, registrou indicador interanual positivo pela segunda quinzena consecutiva. A variação de +4,0% foi a melhor desde o início das análises. Os setores que mais contribuíram para a alta da atividade foram de “Lojas de Departamento e Magazines” (+39,4%), “Eletroeletrônicos” (+25,0%), “Material de Construção” (+19,7%) e “Supermercados” (+18,7). No acumulado, o Varejo ainda apura queda de -9,6%.

Outro indicador importante de retomada é a emissão de Notas Eletrônicas (NF-e + NFC-e), que registrou variação positiva pela terceira quinzena consecutiva frente a períodos equivalentes de 2019. O aumento de +7,8% na última quinzena (8 a 21 de agosto) é o melhor resultado desde o início das análises, em março. O pior resultado do indicador ocorreu no início de abril, com -18,7% de variação. No acumulado (16 de março a 21 de agosto), a redução é de -4,6%, ou seja, cerca de R$ 90 milhões deixaram de ser movimentados, em operações registradas nas notas eletrônicas, a cada dia.

Arrecadação parcial do ICMS de agosto indica crescimento frente a 2019

A visão parcial da arrecadação de ICMS em agosto, até o dia 15 do mês, corrobora o cenário de recuperação, indicando crescimento de +2,9% (R$ 60 milhões) frente ao mesmo período de 2019. Dessa forma, a arrecadação acumulada no ano agora é de R$ 21,29 bilhões – uma queda de R$ 1,46 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior (-6,4%). “O desempenho em agosto já está mais próximo do padrão que vínhamos verificando antes da crise. No primeiro trimestre do ano, por exemplo, registramos crescimento de +3,5% frente a 2019, em números atualizados pelo IPCA”, salienta Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual.

O resultado interrompe, até o momento, uma sequência de cinco meses de quedas. A chegada da Covid-19 começou a impactar o desempenho da arrecadação de ICMS já no final de março, ainda timidamente, fechando o mês com queda de -0,3%, o que não impediu o resultado positivo do trimestre. Em abril, entretanto, o impacto foi significativo: -14,8% (R$ 450 milhões). A situação agravou-se ainda mais em maio, com queda de -28,6% (R$ 825 milhões). Em junho, por sua vez, a arrecadação começou a mostrar sinais de recuperação, reduzindo o percentual de queda para -13,9% (R$ 400 milhões). Esse movimento foi acentuado em julho, com queda de -5,3% (R$ 150 milhões), e agora volta a dar sinais positivos em agosto.

Fonte: Receita Estadual RS

SALÕES DE BELEZA AFIRMAM QUE PERDAS SUPERARAM 50% COM A PANDEMIA

Divulgação Fecomércio-RS
A sondagem, realizada anualmente pela Fecomércio-RS, também mostrou 51% reduziram salários e jornada de trabalho
A Fecomércio-RS lançou no dia 31 de agosto mais uma edição da sua Sondagem de Segmentos. Nessa edição, o segmento pesquisado foi o de Salões de Beleza. A amostra contou com 385 estabelecimentos em todo o Rio Grande do Sul e foi realizada entre os dias 31 de julho e 12 de agosto de 2020.
A intenção da sondagem é entender como o setor se estrutura, a fim de promover iniciativas que favoreçam a gestão profissional desses negócios, bem como analisar aspectos conjunturais. Entre os pesquisados, 46% dos entrevistados afirmaram que o negócio tinha mais de 10 anos e 84,4% tinham de uma a cinco pessoas trabalhando no estabelecimento. Em virtude da pandemia, a Sondagem de Salões, que é feita anualmente, contou com um bloco de perguntas relacionadas à crise e seus impactos no segmento.
Quando perguntados sobre as perdas de receitas em relação ao mesmo período do ano passado, desde que se instalou a pandemia do coronavírus no país, 35,1% afirmaram que as perdas foram entre 25% e 50% e 40% dos respondentes afirmaram que as perdas superaram 50%. Entre os entrevistados, 56,4% implementaram alguma medida para diminuir ou evitar a queda de suas vendas nesse período. A pesquisa também abordou como os empreendimentos estão se financiando nesse período. Entre as empresas pesquisadas, 44,4% disseram que estão se autofinanciando, 55,1% estão utilizando capital próprio e 8,3% tomaram empréstimos.
Entre os estabelecimentos pesquisados, 36,6% promoveram alterações na sua força de trabalho sendo que, entre estes, 18,4% promoveram demissões, 51,1% utilizaram-se de redução de jornada com redução de salários, 18,4% suspenderam contratos e apenas 7,1% reduziram a jornada de trabalho. “Todas as sondagens que fizemos desde o início da pandemia traduzem em números uma percepção que já é consenso: a economia foi fortemente impactada pelas medidas de distanciamento social e, dado o tamanho das perdas, a recuperação vai ser um processo longo e desafiador”, concluiu Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

Índice de Confiança dos Empresários do Comércio gaúcho ICEC-RS

Índice de Confiança dos Empresários do Comércio tem pessimismo recorde

Divulgação Senac-RS

Apesar da mínima histórica, empresários vislumbram expectativas mais otimistas para os próximos meses

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC-RS) registrou no mês de agosto pessimismo recorde aos 73,5 pontos. A sondagem, realizada pela CNC nos últimos dez dias de julho, divulgada em 24 de agosto pela Fecomércio-RS, traz sinais de desaceleração das perdas de confiança. Apesar das perdas serem grandes quando comparadas ao mesmo período do ano passado, a queda de 1,2% do ICEC-RS na comparação com o mês anterior, quinta baixa consecutiva, foi inferior ao recuo de 2,3% do mês anterior, o que denota uma desaceleração das perdas de confiança. Esse resultado se refletiu de maneira distinta entre as três óticas de análise: Condição Atual, Expectativas e Investimentos.

Entre seus três componentes, a pior avaliação diz respeito às Condições Atuais (ICAEC), que alcançou o resultado ínfimo de 37,4 pontos com uma queda de 14,8% na margem, superior a contração do mês anterior. O prolongamento dos efeitos das medidas de combate à crise sanitária corroeu a percepção dos empresários acerca das condições atuais da economia, do setor e também da própria empresa, sublinhando a insatisfação da categoria com o momento atual.

O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) teve a sexta queda consecutiva na margem, mas neste mês com a característica de desaceleração da queda. Ao variar -5,1%, o IIEC caiu menos que no mês de julho desse ano, quando registrou perda de 7,1%. Dos componentes do IIEC, à exceção da situação atual dos estoques, todos se encontram no menor patamar desde o início da série histórica em março de 2011.

O único resultado positivo da edição de agosto do ICEC-RS foi relacionado às expectativas. Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) teve alta na margem ao registrar variação de 7,0%, superior ao verificado no mês anterior (4,8%). Com isso, o IEEC atingiu os 113,5 pontos indicando que, embora a realidade enfrentada no dia a dia continue derrubado a confiança dos varejistas, a perspectiva de dias melhores continua ganhando força e reflete o caráter naturalmente mais otimista dos empreendedores.

“As pesquisas da CNC tomam as capitais como parâmetro para os Estados. O resultado do ICEC-RS de julho reflete basicamente a dinâmica das medidas de distanciamento social implementadas em Porto Alegre, que foram mais duras do que na média do Estado. Durante praticamente todo o mês de julho, o varejo não essencial no município teve de operar de portas fechadas, com receitas pequenas e custos que permaneceram pressionando o caixa das empresas.”, explicou Luis Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS. “A reversão desse quadro de baixa confiança somente ocorrerá quando houver menos incerteza quanto às condições de abertura dos negócios e da dinâmica da economia nos próximos meses”, concluiu o presidente.