fbpx

Notícias

“Não vamos recuar”

Afirmação é do presidente do Sindilojas Regional Bento que reafirma total dedicação na intensificação de ações junto ao Poder Público e entidades para fazer com que o município volte a ser Bandeira Laranja, flexibilizando o comércio

“Ainda não entendemos e não aceitamos a Bandeira Vermelha para nossa região. Acompanhamos os dados epidemiológicos diariamente e nossa estrutura hospitalar não está comprometida. Aliás, vem melhorando nos últimos dias. Além disso, nossas empresas estão empenhadas em seguir todos os cuidados necessários para evitar o contágio. Temos consciência do papel que está em nossas mãos e da responsabilidade empenhada. Isso não é brincadeira”, enfatiza Daniel Amadio, presidente do Sindilojas Regional Bento, diante da posição do Governo do Estado em manter a Bandeira Vermelha para a região e, com isso, impedir que o comércio, que estava começando a voltar a vender, tenha que mais uma vez fechar suas portas, colocando em risco sua sobrevivência e a de centenas de empregos.

A notícia gerou indignação por parte dos dirigentes do sindicato. Com a medida, estabelecimentos comerciais não essenciais, deverão estar fechados até a próxima terça-feira, 23 de junho, quando o governador Eduardo Leite fará nova avaliação a partir dos dados coletados ainda nesta semana, levando em conta a média de 11 indicadores. “Será mais uma semana sem vendas. Não esperávamos por isso. O Sindilojas não vai se furtar de trabalhar para reverter esta situação, além de continuar buscando ferramentas e soluções para enfrentar este desafio. Não podemos aceitar que esta realidade se estenda por mais dias, porém não temos outra alternativa senão a de cumprir a legislação. Serão poucos dias até a nova medição”, destaca Amadio.

Apesar dos esforços das entidades do comércio junto à Prefeitura de Bento Gonçalves, o Governo do Estado não recuou, alegando risco epidemiológico acima da média para o Coronavírus na cidade. Portanto, o Sindilojas Regional Bento alerta os comerciantes para que não desobedeçam as exigências a fim de evitar advertência, multa e até a responder criminalmente. “Estamos diuturnamente dedicados a este assunto, unindo forças com todas as entidades afins, além do Poder Público. As perdas estão se acumulando, agravando a situação. Esperamos que possamos retomar a Bandeira Laranja nesta primeira semana. Seguiremos orientando os lojistas a cumprirem o decreto, seguindo os protocolos, mesmo sendo contrários a esta decisão. Também estamos buscando novas tecnologias para oferecer novas alternativas para a sobrevivência das empresas”, finaliza.

Atendimento no Sindilojas

O Sindilojas Regional Bento segue com atendimento de plantão pelo telefone (54) 3055.2030 ou e-mail sindilojasbg@sindilojasbg.com.br, recebendo somente entrega de malotes de banco.

Mais informações no site: distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

BANDEIRA VERMELHA

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Redução no teto de operação (número máximo permitido de trabalhadores presentes ao mesmo tempo no ambiente de trabalho, aplicado a serviços com quatro ou mais trabalhadores) dos serviços públicos não essenciais, restrito a 25% dos trabalhadores.
Serviço de habilitação de condutores com operação restrita a apenas 50% dos trabalhadores.
Serviços públicos essenciais, como segurança e manutenção de ordem pública, política e administração do trânsito, bem como atividades de fiscalização e inspeção sanitária, não têm a operação afetada com a bandeira vermelha.

AGROPECUÁRIA
Produção e serviços relacionados à agricultura, pecuária e produção florestal sofrem redução no teto de operação a 50% dos trabalhadores.

ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO

Restaurantes, padarias e lanchonetes deixam de operar na modalidade presencial, ofertando serviços apenas por meio de tele-entrega, pegue e leve ou drive-thru.
Hotéis, por sua vez, passam a operar com apenas 40% dos quartos disponíveis.

COMÉRCIO
Na bandeira vermelha, o comércio de rua e em centros comerciais ou shopping é suspenso, e os estabelecimentos devem ficar fechados. O mesmo ocorre para o comércio de veículos.
Somente poderão operar estabelecimentos que comercializem itens essenciais, como medicamentos, produtos de higiene pessoal, alimentação e transporte. Mesmo assim, farmácias, supermercados e postos de gasolina têm operação reduzida a 50% dos trabalhadores.
Serviços de manutenção e reparação de veículos automotores passam a operar com apenas 25% dos trabalhadores.

Comércio atacadista de itens não essenciais deixa de atender na modalidade presencial. O teto de operação é reduzido a 25% dos trabalhadores, com atendimento exclusivo via tele-entrega, pegue e leve ou drive-thru.

EDUCAÇÃO
A partir do dia 15 de junho, algumas atividades de ensino serão retomadas nas bandeiras laranja e amarela. Na bandeira vermelha, portanto, as atividades de cursos livres ficam suspensas. Nas universidades, somente são mantidas em funcionamento na bandeira vermelha as atividades de laboratório necessárias à manutenção de seres vivos. Demais atividades de ensino seguem na modalidade remota, exclusivamente.

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

Construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços de construção, por serem considerados essenciais, sofrem apenas redução na operação, passando de 100% para 75% dos trabalhadores na bandeira vermelha.

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E EXTRATIVA

Passam a operar com apenas 50% dos trabalhadores, à exceção das consideradas essenciais, como alimentação, bebidas, fármacos e de extração de petróleo e minerais, que têm o teto reduzido de 100% para 75% de trabalhadores.

Para atender a essa restrição no total de trabalhadores presentes ao mesmo tempo no estabelecimento, sugere-se que, além do teletrabalho, as indústrias adotem regimes de escala, rodízio e/ou turnos alternativos para a manutenção da produção.

SAÚDE
No campo da saúde, vital ao enfrentamento da pandemia, os serviços não são afetados. No entanto, recomenda-se a postergação de consultas eletivas.
Serviços de veterinária, porém, têm a atividade reduzida para 50% dos trabalhadores.

SERVIÇOS
Com a bandeira vermelha, ficam fechadas todas as atividades relacionadas à arte, cultura e lazer, incluindo academias de ginástica, clubes sociais e esportivos.

Ficam vedadas também as atividades de captação de áudio e vídeo em teatros e casas de espetáculo, de empréstimo e consulta de itens em museus, bibliotecas e acervos, bem como os ateliês de arte, os quais recentemente foram liberadas nas bandeiras amarela e laranja em teatros.
Parques, jardins botânicos e zoológicos são fechados para atendimento ao público, sendo permitida a operação de 50% dos trabalhadores para manutenção dos espaços e seres vivos.

Serviços religiosos em templos igrejas e similares ficam fechados, não podendo receber o público de fiéis. No entanto, segue sendo permitida a captação de áudio e vídeo dos serviços religiosos, como missas.

Serviços de higiene pessoal (cabeleireiro e barbeiro) não podem abrir na bandeira vermelha, assim como agências de viagens.

Serviços de imobiliários, de consultora e administrativos passam a atender somente via teleatendimento, com no máximo 25% dos trabalhadores presentes no estabelecimento.

Serviços bancários e de advocacia permanecem com atendimento presencial restrito, com no máximo 50% dos trabalhadores.

Por fim, serviços de lavanderia e de reparo e de manutenção de objetos, considerados essenciais, permanecem abertos aos clientes, mas com teto de operação reduzido a 25% dos trabalhadores.

SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Serviços de edição e edição integrada à mídia impressa, bem como de produção de vídeos e programas de televisão, seguem autorizados a funcionar, com teto de operação reduzido a 50% dos trabalhadores. A atividade de rádio e televisão, porém, não sofre alteração, seguindo com operação de 75% dos funcionários.

SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA

Serviços de utilidade pública não sofrem alteração na operação com a vigência da bandeira vermelha, dado sua essencialidade. Seguem atuando com 100% dos trabalhadores. No entanto, mesmo com 100% de operação permitida, esses estabelecimentos devem respeitar o número máximo de pessoas por ambiente permitido com o distanciamento mínimo obrigatório entre pessoas, isto é, respeitar o teto de ocupação.

Em escritórios pequenos, o limite de ocupação de um ambiente pode levar a um estabelecimento ter menos trabalhadores atuando presencialmente de forma simultânea, mesmo com a operação de 100% autorizada.

TRANSPORTES
O transporte de passageiros passa a operar com apenas 50% dos assentos da janela disponíveis. Sendo ambiente de aglomeração e propenso à disseminação do vírus, esse protocolo de operação deve ser estritamente respeitado nas bandeiras de maior risco.

Share this post

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *