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OS REFLEXOS DA CRISE DO CORONAVÍRUS NO MERCADO DE TRABALHO

OS REFLEXOS DA CRISE DO CORONAVÍRUS NO MERCADO DE TRABALHO

 

 

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 13,8% no trimestre encerrado em julho de 2020, o maior resultado já registrado desde o início da série histórica em mar/12. Dessa forma, a taxa avançou ante o trimestre móvel anterior (13,3%) e o trimestre do mesmo período do ano anterior (11,8%).

Relativamente ao mesmo período do ano anterior, a população ocupada encolheu 12,3%, e a população da força de trabalho disponível se retraiu em 10,4%. Estes foram os recuos mais expressivos desde o início da série histórica para as duas estimativas. Dessa forma, com uma queda mais expressiva na população ocupada do que na força de trabalho, a desocupação avançou de 11,8% para 13,8% em um ano. A população na força de trabalho foi reduzida em 11 milhões de pessoas, e na população ocupada a redução foi 11, 6 milhões pessoas no período. As reduções foram verificadas na maioria das posições de ocupação. Entre os trabalhadores do setor privado, foram 3,8 milhões de pessoas ocupadas a menos com carteira de trabalho e -3,0 milhões de pessoas sem carteira de trabalho.
O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.535,00 no período de maio a julho de 2020, com aumento de 8,6% em relação à remuneração do mesmo trimestre do ano anterior. Na mesma base de comparação, a massa real de salários teve contração de 4,7%. Dessa forma, o aumento do rendimento médio reflete a diminuição da população ocupada em maior intensidade do que o encolhimento da massa de salários real, indicando que a perda de ocupações foi mais concentrada em trabalhadores com rendimentos médios mais baixos.
A divulgação do IBGE também traz dados de subutilização. Os indicadores mostram um mercado de trabalho mais deteriorado, com indicadores de subutilização majorados tanto na comparação com o mesmo trimestre de 2019, quanto com relação ao trimestre iniciado em fevereiro e finalizado em abril de 2020. A recuperação do mercado de trabalho é condição fundamental para a retomada da atividade econômica no país. Os indicadores deixam claro, porém, que a situação atual é bastante deteriorada e que dificilmente será revertida no curtíssimo prazo.

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