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Pix: Eventos do Sistema Comércio analisaram o novo meio de pagamento

Pix: Eventos do Sistema Comércio analisaram o novo meio de pagamento

A CNC disponibilizou informações em seus canais e realizou debate virtual com especialistas e executivos do Banco Central

O Banco Central lançou em novembro um novo sistema de pagamentos e transferências chamado Pix, com a expectativa de revolucionar a maneira como pessoas físicas e jurídicas lidam com dinheiro e pagam suas contas.

Funciona de forma parecida com as transferências DOC e TED, só que de maneira mais simples do que é feito hoje. O diferencial é que o dinheiro passa do pagador ao recebedor de forma praticamente imediata. As transações são compensadas instantaneamente. O sistema não tem restrições, podendo ser acessado a qualquer hora ou dia da semana, conhecido como 24×7. Apenas nos casos em que houver suspeita de fraude, os pagamentos ou transferências podem demorar até 30 minutos para serem verificados.

O envio de pagamentos é gratuito, pode ser feito para bens, serviços e salários, inclusive para entes governamentais. Também é ilimitado para todas as pessoas físicas, empresários individuais e microempreendedores individuais (MEIs). Para fins comerciais, há uma tarifação no recebimento da transação, a cargo da instituição financeira.

A palavra dos especialistas

Por enquanto, ainda é necessário ter acesso à internet, mas o Banco Central prevê que o serviço off-line esteja disponível em 2021. Antes de funcionar plenamente, o sistema passou por uma fase de testes que durou 12 dias antes da operação e foi restrito para que as instituições financeiras pudessem testar seus sistemas.

Para tirar dúvidas iniciais sobre o Pix, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) disponibilizou informações em seus canais e realizou eventos com especialistas e executivos do Banco Central. No dia 20 de outubro, no podcast Um Negócio pra te Contar, o entrevistado foi o chefe de Subunidade no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil, Breno Lobo. O especialista trabalha na área de sistema de pagamentos do banco há 14 anos e coordenou o projeto de implantação do Pix. Num bate papo simples, ele contou um pouco sobre o serviço.

As transações podem ser feitas pelos aplicativos de bancos e de pagamentos para telefone celular ou pelo internet banking em computadores. O sistema também ganha velocidade porque não é necessário informar todos os dados do beneficiário. Os usuários do serviço podem cadastrar de uma até cinco chaves associadas a uma conta bancária, como o CPF, o CNPJ, o número do celular, o endereço de correio eletrônico (e-mail) ou um código de 32 dígitos gerado especificamente para o Pix (EVP). Basta informar a chave do beneficiário para que o sistema localize o recebedor do pagamento e realize a transação.

Evento on-line

Atenta às novidades do mercado e sobre como essa nova modalidade pode impactar na vida dos empresários, a CNC realizou, no dia 27 de novembro, um evento online e gratuito sobre esse novo sistema, com a participação de especialistas do Banco Central e economistas do Sistema Comércio, que esclareceram as principais dúvidas sobre o funcionamento do Pix.

O encontro virtual reuniu centenas de empresários, dirigentes de Federações e sindicatos de todo o Brasil, que tiraram dúvidas sobre o funcionamento do PIX. “Para nós, é uma oportunidade poder informar, esclarecer e mostrar todas as funcionalidades para o setor de comércio e serviços”, frisou o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, João Manoel de Pinho Mello.

Na abertura, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforçou que o sistema é uma opção valiosa para pessoas e empresas, pagarem e receberem suas contas, e otimizarem o fluxo de caixa. “Nesse momento em que o mundo caminha para o digital, o Pix oferece mais uma opção rápida e atrativa de pagamento”.

Cenário

Já são 735 instituições financeiras participantes do Pix, e até o dia 27 de novembro, já haviam sido registradas 90 milhões de chaves. A agenda do sistema ainda prevê: o Sac Pix para o varejo, que possibilita aos comerciantes devolver troco em dinheiro, caso o cliente necessite. O QR Code que auxilia aqueles que não têm grandes pacotes de internet e podem salvar um código de barras no celular, para ser escaneado no momento da transação. E ainda o Pix Garantido, que permite pagar parcelado, desde que a modalidade seja ofertada pela instituição financeira.

Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, o Brasil caminha para a moeda digital e o mais importante é mostrar a segurança desse sistema. “O Banco Central e o comércio estão unidos pela garantia de pagamento”, disse.

Segurança

O chefe adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Brandt, afirmou que o sistema de pagamentos vai proporcionar redução de custos, ganho de eficiência e inclusão financeira. “O Pix é extremamente seguro, com uma plataforma robusta e marcadores de possíveis fraudes, além de operações rastreáveis, o que dificulta a aplicação de golpes”, explicou.

O economista da Fecomércio-SP, Fabio Pina, acredita que o e-commerce pode ser potencializado pelo PIX. “Existe uma questão de abandono de produtos nos carrinhos virtuais que será minimizada. Sabemos que parte das compras na internet é feita por impulso e, quanto mais fases tiver para concluir o pagamento, incluir o cartão ou escolher o boleto, maior a desistência”. Para Pina, o PIX deve se tornar uma das modalidades de pagamento mais utilizadas nos próximos anos e a “a CNC faz bem em avançar no entendimento de qualquer modalidade de pagamento”, concluiu.

Fonte: CNC e Fecomércio-RS

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