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Planejamento 2021: o cenário pós-pandemia. O que é já possível planejar para o próximo ano

Planejamento 2021: o cenário pós-pandemia. O que é já possível planejar para o próximo ano

O ano que terminou deixa desacomodada toda e qualquer certeza para o que chega. Sem saber o que aconteceria dali a uma semana, empresários tiveram que contar com a esperança, o otimismo e uns com os outros no difícil 2020. Entretanto, a dificuldade acelerou processos, propiciou o diálogo e o trabalho conjunto. Nunca se trabalhou tanto para atravessar uma das maiores crises econômicas e sociais já registradas no último século, especialmente em um país com desigualdades como Brasil.

Dentro do espectro preditivo, a retomada pede cautela, o Rio Grande do Sul sofre com um desempenho menor do que a média nacional, agravado pela estiagem. E, no mundo, o PIB (Produto Interno Bruto) de nove em cada 10 países fecha 2020 no negativo. Aos poucos, o emprego vem mostrando recuperação. Na previsão do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, a recuperação da economia gaúcha deverá ser gradual e lenta e, dependendo do cenário do agronegócio em 2021, o PIB gaúcho pode não recuperar o que perdeu em 2020. De acordo com Frank, a indústria deverá performar pouco, mas melhor do que 2020; a agropecuária deverá ser resiliente. Para 2021, a inflação deverá se acomodar, na meta de 3,75%, controlada com juros baixos. O câmbio deve fechar 2021 a R$ 5,10. O crescimento contratado do PIB será com uma alta de 2,3%, a depender dos avanços, como as reformas econômicas, diminuição da burocracia, melhoria do capital humano, além da continuidade da retomada econômica e do cenário internacional.

No Brasil, ao longo de 2020, o comércio conseguiu resultados melhores do que a indústria e o setor de serviços. Segundo Frank, o segmento contou com os programas de sustentação de renda do Governo Federal e algumas ações como o delivery, por exemplo, ajudaram. De acordo com dados da Cielo, drogarias e farmácias, supermercados e lojas de materiais de construção se beneficiaram com a realocação de gastos derivada do isolamento social. Por outro lado, os setores não essenciais, como vestuário, bares e restaurantes, sofreram uma queda muito grande. No mercado de trabalho, 11 milhões de pessoas estão sem ocupação no País e este impacto foi maior no Rio Grande do Sul.

Para 2021, a expectativa é de que seja um ano muito desafiador e difícil. O interior gaúcho deve permanecer em situação melhor do que a Região Metropolitana, mesmo com a seca e a perda de produtividade, devido ao valor das commodities que estão em alta. Por outro lado, a Região Metropolitana deverá sofrer com a descontinuidade da ajuda governamental e é possível que o segundo semestre seja mais preocupante.

Portanto, a recomendação para 2021 é a preservação do caixa com medidas como ‘não empatar o dinheiro em estoques’ e negociar contratos com fornecedores, especialmente os aluguéis, que tiveram o IGPM ajustado em 25%. A participação social também é extremamente bem-vinda, com ajuda mútua entre entidades e governos, a palavra é contribuir, de modo a dividir responsabilidades, pois saúde e economia devem andar juntas.

 

Fonte: CDL POA

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