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TAXA DE DESEMPREGO ATINGE 14,4% NO TRIMESTRE ENCERRADO EM AGOSTO

TAXA DE DESEMPREGO ATINGE 14,4% NO TRIMESTRE ENCERRADO EM AGOSTO

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 14,4% no trimestre encerrado em agosto de 2020, o maior resultado já registrado desde o início da série histórica em março de 2012. Dessa forma, a taxa avançou ante o trimestre móvel anterior (13,8%) e o trimestre do mesmo período do ano anterior (11,8%)

Relativamente ao mesmo período do ano anterior, a população ocupada encolheu 12,8% (-12,0 milhões), recuo mais expressivo desde o início da série, e a população da força de trabalho disponível se retraiu em 10,1% (-10,7 milhões), segunda maior queda, registrando o menor contingente de ocupados da série histórica. Dessa forma, com uma queda menor na população ocupada do que na força de trabalho, a desocupação avançou de 11,8% para 14,4% em um ano.

O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.542,00 no período de junho a agosto de 2020, com aumento de 8,1% em relação à remuneração do mesmo trimestre do ano anterior. Na mesma base de comparação, a massa real de salários teve contração de 5,7%. Dessa forma, o aumento do rendimento médio reflete a diminuição da população ocupada em maior intensidade do que o encolhimento da massa de salários real, indicando que a perda de ocupações foi mais concentrada em trabalhadores com rendimentos médios mais baixos.

O resultado da Pnad Contínua para a taxa de desocupação no trimestre encerrado em agosto reflete o movimento de flexibilização das medidas de restrição para o combate da pandemia do coronavírus, com mais pessoas sem ocupação voltando a procurar emprego. Mesmo assim, um grande contingente de pessoas permanece fora da força de trabalho, o que tem impedido que a taxa de desemprego avance muito mais. Ainda, quanto a ocupação, vale notar que embora tenha registrado novamente contração, a queda no número de ocupados tem perdido força, passando de -1,58% no trimestre encerrado em julho para -0,44% no trimestre encerrado em agosto. Enquanto para os próximos meses espera-se que a taxa de desemprego continue aumentando, revelando a maior busca por emprego, a trajetória da ocupação deve indicar o ritmo da reação do mercado de trabalho, cuja recuperação é peça chave para dar suporte ao crescimento em 2021, que não mais contará com estímulos fiscais.

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