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VENDAS DO VAREJO MOSTRAM UMA DINÂMICA HETEROGÊNEA ENTRE OS SEGMENTOS

VENDAS DO VAREJO MOSTRAM UMA DINÂMICA HETEROGÊNEA ENTRE OS SEGMENTOS

 

 

 

 

 

 

Em agosto, o volume de vendas do Varejo Restrito brasileiro teve aumento de 3,4% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, frente ao mês de agosto de 2019, o índice de volume de vendas apresentou alta de 6,1% e atingiu o maior o maior nível entre os meses de agosto desde o início da série. No acumulado em 12 meses, o indicador apresentou alta de 0,5%.

 

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação de -0,2%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de agosto do ano passado, houve avanço de 0,8%. Com esses resultados, o acumulado em 12 meses foi de queda de 2,3%. No mês anterior, esse acumulado registrava -2,6%.

 

No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, frente a agosto de 2019, foi verificada alta de 3,9% para o Brasil (BR), ao passo que no RS a queda desacelerou para -1,9%. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado em 12 meses -1,7% no país, e queda de 4,6% no Rio Grande do Sul.

 

Analisando o Varejo Restrito gaúcho em comparação com o mesmo mês do ano anterior, dos oito segmentos contemplados na pesquisa, três tiveram resultado positivo: Móveis e eletrodomésticos (14,7%), Hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,5%) e Artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (0,8%). Das cinco atividades que tiveram retração frente a agosto do ano passado, destaque para Tecidos, vestuário e calçados, que desacelerou de -48,2% no mês anterior para -28,0%, Combustíveis e lubrificantes, que teve retração de 4,9%, e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-23,2%). Dessa forma, enquanto alguns segmentos registram alta, outros ainda estão reduzindo as perdas. No Varejo Ampliado, a atividade de veículos, motos, partes e peças teve baixa de 19,3%, enquanto no segmento de materiais de construção houve aumento de 17,8%, quarta alta seguida.

 

Ainda que os resultados apontem para um cenário de recuperação das vendas no varejo no país, com mais força do que no RS, esse resultado precisa ser visto com algumas ressalvas. A pesquisa do IBGE avalia o comportamento das vendas de empresas com total de pessoas ocupadas maior ou igual a 20 ou com total de pessoas ocupadas menor do que 20, mas que atuavam em mais de uma Unidade da Federação, cuja receita bruta provenha predominantemente da atividade comercial varejista. Dessa forma, a pesquisa não incorpora a situação das micro e pequenas empresas do varejo, e pode estar repercutindo a assimilação de receitas que antes da pandemia eram absorvidas por essas micro e pequenas empresas que acabaram fechando.

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